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Morreu um estudante! Podia ser seu filho!

Primeiro “ativistas” pelo impeachment atacavam quem usava vermelho e ironizávamos faixas e cartazes pedindo o “fim do comunismo” ou “intervenção militar constitucional”.

Depois atrizes, atores, cantores, professores começaram a ser agredidos verbalmente, ou até fisicamente, nas ruas e nas redes sociais.

Ontem um pai matou seu filho, pois o jovem participava de movimentos sociais e apoiava as ocupações contra a PEC 241/55.

Os comentários nas notícias a respeito do homicídio culpam a vítima, como sempre, pelo crime, pois o pai perdeu a cabeça depois de ter perdido o filho “para a doutrinação comunista nas escolas”.

Hoje manifestantes ocuparam o plenário da câmara com palavras de ordem pelo “fim do comunismo” e “por intervenção militar”, e quando foram retirados com muito mais gentileza do que qualquer servidor público que ocupou algum plenário de câmara ou assembleia legislativa jamais recebeu., foram aplaudidos e recebidos aos gritos de “Patriota”.

A cada dia aumenta o grau de violência contra Transgêneros e LGBTs, ontem uma ex-candidata a vereadora transgênero e de esquerda sofreu um atentado e quase foi assassinada.

Todos os dias aumentam o grau de notícias sobre feminicídio e homicídio homofóbico.

Mas a esquerda discute 2018.

Trump eleito nos EUA, Le Pen assanhadíssima, direita britânica ganha protagonismo no BREXIT.. Mas a Esquerda pensa em 2018.

Cada caixa de comentário é um drops de barbárie, um teaser do cotidiano, os jornais e jornalistas ignoram, ou fingem que ignoram, e transformam todas as manifestações em vandalismo, exceto as que interessam, como as pelo impeachment de Dilma.

Fascistas crescem entre os eleitores, crescem como elemento crucial do cotidiano cultural. Seus termos e palavras viraram moeda corrente nas escolas, entre pais, nas ruas, na padaria.

Naturaliza-se a morte de um jovem porque o pai é anti-comunista.

E a cada aplauso que os Bolsonaro recebem, cada apoio, cada uso por PMDB e Tucanos dessa malta de extrema-direita pra consolidar seu poder, momentâneo, no governo, e esse germe cresce.

O anticomunismo de almanaque, inflado por Veja, Reinaldo Azevedo, MBL, torna-se algo mais perigoso do que patético.

O antipetismo, o “vai pra Cuba”, são todos primos da bala que matou Guilherme Irish.

O Escola sem Partido é a arma que mata Guilherme Irish todos os dias.

O combate “à ideologia de gênero” é a mancha de sangue nas mãos de cada comentador, cada prefeito eleito, cada vereador, cada imbecil homicida que se esconde por baixo das letras em caixa alta nos portais e ri como psicopata pra sublimar suas neuroses.

Mas eles não ligam e a Esquerda pensa em 2018.

Desde 2003 existem denúncias sobre MV-Brasil, Olavo de Carvalho, Rodrigo Constantino e o avano de uma extrema-direita organizada em torno de falsidades, de distorção, homofobia, machismo, misoginia, mas a Esquerda estava satisfeita no governo e se aliou ao PMDB, e tirou a esquerda não apartidária das ruas.

Ontem morreu Guilherme Irish, assassinado por seu pai, um imbecil reacionário, um estúpido, uma distorção da existência incapaz de entender minimamente qualquer coisa que não fosse a violência.

Hoje invadem a Câmara dizendo que este congresso é “comunista” e promove uma “ditadura comunista” e pedindo “intervenção militar”.

Não é coincidência.

Menos ainda é coincidência a canalhice de Temer e Folha de São Paulo vinculando este protesto fascista com os protestos de servidores estaduais no Rio de Janeiro.

Ainda dá pra tentar reverter isso, mas a Esquerda pensa em 2018.

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