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Galera confundindo legal as coisas sobre as minas do Anchieta lutando para usarem shortinho.
 
As minas são “playboy” e “de elite” ou “classe média”? Ok, mas isso torna a pauta inviabilizada ou menor? O teor do debate se torna menor? A discussão da cultura de estupro se torna menor?
 
Ah,mas não dão o mesmo valor pra periferia e elas só tem mídia por que são do Anchieta? Bem, pode até ser,mas a pergunta que não quer calar: O que elas e o catzo da pauta tem a ver com isso?
 
Uma pauta feminista avançada e bacana se torna menor se a voz que grita vier da elite? Se for isso fodeu porque 90% do feminismo é branco e de classe média e a culpa não é do feminismo, mas da maior parte da militância de partidos e movimentos brasileiros que ficam com nojinho de ir pra perifa.
 
Ah, mas isso torna o feminismo branco e de classe média? Óbvio que não. Tem feminismo nas escolas públicas e particulares da periferia, cada vez mais, e quando essas feministas que sofrem com outras opressões percebem que há outras possibilidades elas também avançam com sua pauta, a mídia mostrando ou não.
Pra que cometer o velho erro da esquerda burra de hierarquizar lutas e pautas?
 
Desde quando exigir que a escola “deixe no passado a mentalidade de que cabe às mulheres a prevenção de assédios, abusos e estupros; exigimos que, ao invés de ditar o que as meninas podem vestir, ditem o respeito” se torna menor porque o movimento ocorre em uma escola branca, de elite?
 
As minas da periferia não são representadas na exigência de que a escola “deixe no passado a mentalidade de que cabe às mulheres a prevenção de assédios, abusos e estupros; exigimos que, ao invés de ditar o que as meninas podem vestir, ditem o respeito”?
 
As minas negras não são representadas na exigência de que a escola “deixe no passado a mentalidade de que cabe às mulheres a prevenção de assédios, abusos e estupros; exigimos que, ao invés de ditar o que as meninas podem vestir, ditem o respeito”?
 
As mulheres negras da periferia não são representadas na exigência de que a escola (E a sociedade) “deixe no passado a mentalidade de que cabe às mulheres a prevenção de assédios, abusos e estupros; exigimos que, ao invés de ditar o que as meninas podem vestir, ditem o respeito”?
 
Não sei se vocês andam pela periferia,mas na periferia em geral o shortinho tá presente, especialmente no verão, e o estupro também.
 
Se o feminismo levantar essa bola na escola de elite e isso ganhar mídia, que importante é!
Espero que essa mídia recebida, rara em se tratando de pautas avançadas, permita que as tantas feministas da periferia, cada vez mais numerosas, ampliem para essa periferia o debate, com ou sem mídia.
 
Vamos mesmos abandonar isso em nome do que mesmo?
 
 
 
 

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