Luta-Armada

Nós do Coletivo de Hip Hop Lutarmada viemos – em alguns momentos mais intensamente, e em outros, menos – participando ativamente das lutas da classe trabalhadora. E isso já data de quase uma década. Nesse período tivemos oportunidade de marchar lado a lado com vários movimentos, partidos e sindicatos, dos mais variados níveis de combatividade. Porém, nenhum desses momentos foi compartilhado com o Sindicato dos Jornalistas. Na verdade nem sabíamos de sua existência.

 

Em 2013, com o apoio de muitos de nós que sempre estivemos nas lutas, assume uma diretoria composta por alguns profissionais bem conhecidos de todos que estivemos todos esses anos nas ruas, nas vielas, nas greves, nas ocupações e na resistência. De lá pra cá o que podemos ver foi uma verdadeira revitalização desse sindicato. Lógico que o menor passo à esquerda dado por essa entidade já provocou a reação da patronal e de todos os jornalistas com ela comprometidos. A gota d’água para que se detonasse uma campanha aberta contra a atual diretoria foi a entrevista coletiva de alguns presos políticos das lutas intensificadas de junho de 2013 pra cá, convocada em seu auditório.

 

Os jornalistas (que em grande número se consideram classe) são uma categoria geralmente muito conformada à linha editorial das corporações pras quais trabalham, talvez seduzida pelo prestígio decorrente do vínculo impregatício com elas. Esse alinhamento se reflete na abordagem altamente tendenciosa dos fatos por eles cobertos. Como consequência disso esses profissionais tem sido cada vez mais hostilizados nas manifestações. Isso dá uma idéia da delicadeza extrema da tarefa do Sindijor-RJ. Como entidade representativa de uma categoria tem de defendê-la, e como militantes da classe trabalhadora não pode ignorar as razões de quem está nas ruas e vê suas lutas retratadas de forma tão deturpada, tão tendenciosa por muitos desses jornalistas.

 

A entrevista coletiva de alguns militantes presos temporáriamente pela justiça, e condenados eternamente por essas corporações midiáticas, no auditório desse sindicato, foi mais uma tentativa de cumprir tão ingrata tarefa. Essa foi uma atitude que, de tão digna, não poderíamos esperar dos grandes órgãos de notícia. Por conta disso essas grandes empresas, com a conivência de muito de seus trabalhadores e inclusive com adesão da ABI, fazem nesse momento campanha pela renúncia da atual diretoria. E é contra essa campanha absurda que o Lutarmada Hip Hop vem se pronuciar.

 

Como um coletivo de combate à ordem capitalista estaremos sempre do lado de quem se presta à luta dos trabalhadores, como é o caso desse sindicato sob a atual diretoria. E faremos o que estiver ao nosso alcance para impedir o golpe contra aqueles que botaram o Sindijor-RJ em movimento.

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