10246708_638231862921275_5771434302314250054_n

 

Em debates sobre a pré-candidatura Randolfe nas comunidades do partido volta e meia somos, quem é contra a pré-candidatura recuada de Randolfe, chamados de esquerdistas.

Sei lá mas esquerdista é algo que não me ofende, mas se eu fosse chamado de alcoviteiro de aliança com sojeiro eu ficaria puto. E é essa lógica de alianças muitos companheiros do PSOL estão fazendo e adotando como normal, ou fingindo não ver.

O PSOL surge como grande alternativa na eleição 2014? Bem, duvido, ainda mais se o discurso for este blablablá moralista e que mete um agá fedorento que capital financeiro não é bacana, mas capital produtivo sim.

Se for este o discurso, não será diferente do do Eduardo Campos, não que isso pese como argumentação ou seja sequer tirado como passível de ser debatido por quem já chega chamando uma posição política divergente com desqualificação de “esquerdista”, como via de regra é tática de debate de certas alas do partido.

Dizem que todos os partidos estão queimados, o problema é que a galera esquece que inclusive o PSOL está queimado, especialmente pelo discursinho amestrado que é construído com simulações de seminários de construção programática país afora.

O PSOL que tem medo de dizer que tipo de esquerda é e que tem medo de “Vândalos” saídos debaixo da cama, que escolhe quem tem direito à moradia para evitar maiores dramas com certo eleitorado conservador, que tem medo de dialogar com os mais radicais e opta por criminalizá-los dizendo que eles atrasam a luta de classes, que opta por isolar Black Blocs ao invés de dialogar com eles, este partido tá tão queimado quanto os demais. Vai ganhar voto da classe média anti-PT e que se acha progressista embora não tenha medo de dizer que se mexer no carro delas é sectário, mas não muito além disso.

O PSOL vai ter voto da população? Pode até ter, mas duvido que entre um discurso parecido, mas com governo, eles optem por um discurso meia boca que tem por vezes similaridade com DEM/PSDB e desfila rumo ao STF com a direita pra ganhar visibilidade “anticorrupção”.

Aliás, a defesa na Fundação Lauro Campos de um programa que medeie as relações políticas é eloquente, um que chama de utópico quem propõe um programa radical e que é incompetente para construir encontros nacionais dos setoriais por cagaço de terem enfrentamento programático, dado que não tem programa além do arremedo de nacional moralismo desenvolvimentista e produtivista que mal consegue enxergar um palmo diante do nariz da crise ecológica e sabota encontros setoriais.

Sob o ponto de vista ecossocialista acho melhor ser esquerdista do que ser quem acha que um discurso fossilista produtivista é alternativa. Não é, mas nem espero nada de quem acha tudo bem rifar carro.

Adoraria debater com qualquer um do PSOL um programa ambiental, mesmo, mas não dá. Não há sequer um arremedo de programa que fosse composto de alguma referência passível de ser tratada como uma.

Quem se propõe a debater a questão ambiental no partido é tratado como imbecil utópico leproso anarco-vegano amante de alface. E se há um passeio pela crise ambiental no discurso, não mais que isso, o que se tem é um acúmulo ZERO sobre a questão, e quando digo ZERO é elogio, porque em geral é menos um.

Mas a preocupação da “maioria” do PSOL é isolar e inviabilizar os setoriais para evitar contraste com a ausência de programa e com o discurso que não assume porra nenhuma, com exceção do acerto da busca de revogar a lei da anistia e um ou outro trem ai perdido.

De resto zero de debate sobre fim do uso dos combustíveis fósseis, negação das usinas nucleares, menos um de debate sobre energias alternativas, em especial a solar, menos um de debate de qualquer coisa que não seja código florestal, algo importante, mas muito aquém de reproduzir uma mísera e leve solução rastaquera à crise ecológica.

Quando a solução à crise ecológica é dita como necessariamente anticapitalista, ela incorpora negação ao capital COMO UM TODO, sem diferenciá-los entre capital de motel ou não, mas obviamente isso incomoda quem tentará grana da Gerdau, Taurus, empreiteiras,etc, como várias figuras públicas fizeram no decorrer do ano passado e correntes inteiras que chafurdaram no financiamento privado não fizeram autocrítica quando aceitaram e duvido muito que tenham mudado de opinião sobre financiamento de campanha…

“Ah, mas Randolfe tem projeto que defende fim de financiamento público de campanha!”, primeiro o projeto é do Chico, segundo eu duvideodó que o apoio de Randolfe a ele é à vera, e mais, mesmo quando foge do financiamento privado o partido pensa capitalisticamente privado quando como faz uma rifa que paga ao militante pra vender, fora os prêmios que cagam pro que o setorial ecossocialista defende. É tipo o Bolsa militante que é naturalizado como ferramenta de engajamento.

Então diante disso lamento que várias figuras públicas do partido na sanha de sua reeleição caguem pro que estão endossando, lamento muito mesmo, porque é desprezível que tanta gente boa tenha optado pelo eleitoralismo puro e simples, e se quem opta por não endossar é sectário e esquerdista eu tenho orgulho de sê-lo.

Tento muito mesmo mirar um plano estratégico e não viver de tática em tática procurando um lugar no escuro de um escritório,mas há que prefira a servidão medíocre à construção ampla.

Eu até tento ser menos radical, mas a crise ecológica não deixa

Anúncios

Comente, mas cuidado...

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s