7527249840_6aa9376a73_hA opção por Roseno ao invés de Randolfe se dá nos marcos da opção por um partido democrático, conduzido de baixo pra cima em oposição a um partido que oculta divergências, que omite discordâncias, que ignora o acúmulo programático militante em nome da imposição goela abaixo de uma concepção centralista antidemocrática e de cunho burocrático stalinista.

Randolfe representa o ocaso de um partido que se propõe abrigo da esquerda socialista, com um discurso que oculta a demanda antiproibicionista, ecossocialista anti-fossilista, antirracista, anti-homofobia e antimachista, representa um partido que em nome de resultado puramente eleitoral abraça PTB, PSD, DEM e o que vier pela frente, pouco se diferenciando do PT, do qual saímos exatamente pela condução político pragmática que rasgava bandeiras históricas da esquerda socialista. Aliás, se diferenciado do PT pelo pior lado, conseguindo ser pior que o PT na trajetória pragmática que se diz responsável enquanto constrói maiorias com métodos de direita baseados em indícios claros de fraude para obtê-la, fraudes e conciliação com métodos duvidosos também na condução de mandatos, inclusive negando decisões coletivas de um diretório estadual para punir a parlamentar Janira Rocha por problemas éticos assumidos e que podem ser condenados pelo parlamento antes de qualquer movimento do PSOL nacional para fazer-se viva a comissão de ética do partido.

Randolfe inclusive é a maior liderança do PSOL-AP, onde os indícios de fraudes para obtenção de maioria no congresso foram mais escandalosos.

O PSOL necessita de um nome para 2014 que não dialogue com o PSD de Lucas Barreto, mas sim com as ruas e com as lutas cotidianas, que reflita o protagonismo da militância na luta pela desmilitarização da polícia, contra as remoções para as obras da copa do mundo, contra o racismo ambiental, contra a queima de combustíveis fósseis que amplia os efeitos danosos do aquecimento global responsável pela onda de calor recorde na maioria dos estados do país, contra o desmonte da educação e da saúde, contra o percentual doado aos financistas para pagamento dos juros da dívida, contra o genocídio indígena e quilombola, contra o machismo e a homofobia, que defenda o aborto legal, a legalização das drogas e o casamento civil igualitário e que assim como nós militantes, reflita a luta contra tudo o que o capitalismo proporciona à vida como um todo.

O PSOL não precisa de um nome manso que adocique a voz para não assustar empresários e a política tradicional, o PSOL precisa de uma voz que urre como urra a rua ao gritar que não vai ter copa e ao perguntar “Copa pra quem?”.

O PSOL precisa de uma voz que diga claramente que aqui ninguém se rende e que não, não morreremos educadamente!

E essa voz já gritou antes, esteve e está nas ruas, combatendo o bom combate da luta pela ampliação dos direitos humanos tão vilipendiados e sujeitos a Bolsonaros e Felicianos; esteve e está dizendo que a passagem não vai aumentar, ocupando e apoiando o Occupy Cocó e ALCE, ocupando a rua e não os gabinetes refrigerados da presidência da república.

Esta voz é a voz de Renato Roseno!

E não o é por uma voz messiânica e por uma demanda sebastianista, mas porque é concebida a partir do advento das primaveras árabe, carioca, das jornadas de junho e outubro, é forjado no cotiano de lutas e campanhas e dialoga com suas vozes, não por traduzi-las, mas por ser como elas, militante da voz das ruas.

O tempo exige coragem e não o recuo, exige que ultrapassemos o PT onde ele não mais habita, pela esquerda,para a esquerda, como esquerda e não como simulacro tímido de um PT piorado.

O tempo urge e urge que o PSOL não abandone as trincheiras da luta cotidiana em nome da simples ocupação de espaço por uma burocracia que o faz para que não exista espaço que seja ocupado pela esquerda socialista que grita a uma só voz com as lutas cotidianas.

É preciso coragem para que a naturalização dos desvios não se torne um monstro impossível de derrotar, alimentado pelo medo de enfrentá-lo de frente com a arma da democracia.

É preciso que a voz que dizia que não era por centavos, mas por direitos, seja ouvida e supere pseudo uniÉ preciso uma voz de tom corajoso e sereno. É preciso Roseno.dades fraudulentas e que degeneram o conceito de democracia.

É preciso coragem para exigir que a democracia seja respeitada, assim como os direitos solapados por máquinas burocráticas que recusam de encarar degenerações e o atropelo da democracia inclusive apontando pra negação da construção programática coletiva ao dar a construção de um programa do PSOL nas mãos de “iluminados” sem representatividade.

É preciso uma voz de tom corajoso e sereno. É preciso Roseno.

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