imagesDe junho a setembro se passaram anos e muitos castelos já caíram, estaremos na mira?

Partidos se contorcem, burocracias gemem, movimentos se movem diante da súbita dimensão do tempo apressar ações.

As greves, atos diários, ocupações renascem e faz anos atrás, abril e maio, parecerem milênios.

Neste meio tempo máquinas ideológicas distantes dos óleos dos tempos, do frescor da crítica, da teoria e da ação, ressuscitam práxis e fraseologia simpática a um movimento natimorto pós-1968. Regurgitam Lênins fora de contexto, vomitam Rosas sem tê-la ouvido ou lido, recitam Trotski ignorando a moral deles e a nossa.

Enquanto isso o planeta aquece, humana e climatologicamente, as ruas gritam e às ruas gritam, e black bloqueiam interdições burocráticas ao movimento sexy das pessoas na direção de si mesmas.

Respostas abundam, muitas, o que faltam são perguntas e faço uma simples: O que mudou? Dá pra saber? Talvez não. Enquanto andamos e explicamos fazemos e construímos e negamos e vencemos e perdemos, mas ignorando os absurdos desesperados dos vampiros de gabinete é inacreditável o que estes séculos de 30 dias fizeram por nós.

As ruas e às ruas não se podem mais convencer com apenas arquétipos de teoria e percepções do real montados em um jogral mautomático, recitação escolástica travestida de política fazendo trottoir.

É preciso ir no fundo das tripas do concreto, lambê-lo, sê-lo transgeneralizar o rumo dos córregos das ruas, as lamas, as tramas, as cores. É preciso indigenar o sangue mortuário das esquerdas machistas, produtivistas, presas numa contradição capital trabalho, ignorando a contradição capital x vida.

Não é por 20 centavos? Não, nem por vinte minutos ou por séculos vinte, mas pela existência.

Não por irmos de Cabral em Cabral atrás dos Amarildígenas do mundo, nem para termos reis ou pelo fim da corrupção: É pra não sermos mais gado!

Não é pela infelicidade dos InFelicianos contra o beijo entre iguais e o amor que não concebe em sua diatribe de ódios e limitações produzidas em chapinhas extraordinárias: É pra não sermos mais restritos!

Não é contra mensaleiros, petralhas ou tucanalhas: É contra o capital!

É pela economia moral das ruas, é pela formação da classe operária brasileira no rumo dos gols de placa das copas das manifestações. É por um mundo melhor, porque se a vida começasse agora e o mundo fosse nosso outra vez iriamos além de fraseologia de festival de rock.

As ruas e às ruas se exige muito, se exige mais, se exige que gritemos para que os idos de Setembro permaneçam seguindo os anos de junho movimentando, reformulando, revolucionando e mudando partidos, pessoas de gado em gente e de gente em humanos..

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