MapaOSertaoCariocaMagalhaesCorrea1933O desafio de atuar como lutad@r neste mundo não é fácil. A lógica da adequação não é bolinho e é uma das facetas mais duras da vitória do neoliberalismo nos anos 80/90.

Ao nos derrotar no plano internacional com ações de profundo ataque aos direitos dos trabalhadores europeus/estadunidenses nos anos Tatcher/Reagan, atingindo o movimento socialista e a esquerda onde eram mais organizado, e delegar aos porta-vozes do consenso de Washington na América Latina e Ásia o papel de espalhar a “boa nova” por nossas plagas o Neoliberalismo não só legou um receituário de medidas políticas e macroeconômicas no âmbito dos estados e da institucionalidade, como também nos deixou a herança da vitória no plano da ideologia, da mentalidade.

O lado mais torpe do Petismo e a lei de GoldwinA derrocada do PT nos anos 2000 ocorreu com capitulação completa, chegando ao ponto da privatização como vemos no caso dos Aeroportos; Estagnação do processo de desapropriação de terras para a reforma agrária, inclusive recuando e reformulando o INCRA de forma a enfraquecê-lo mais e mais, além de descentralizar suas ações e instâncias deliberativas permitindo maior pressão de chefetes políticos locais (Leia-se coronéis do PP/PMDB); A destruição de todo o aparato de proteção ambiental simbolizado pelo IBAMA; A integração cada vez maior da direita no Governo Federal e governos municipais via absorção do PP e do PSD, com possibilidade da Agrosenadora Kátia Abreu, a colunista agroambientalista que odeia indios, conquistar um ministério e a ressuscitação de Paulo Maluf com a conquista para o PP da secretaria de Habitação da cidade de São Paulo. Tudo isso ganhou tintas de fatality do pensamento neoliberal nas esquerdas brasileiras, que perdem sua principal referência para a prática e modus operandi da direita tradicional, levando a existir no seio dos movimentos sociais um caos desorganizador, um conflito constante para quem tenta uma retomada das ações e a reorganização da esquerda socialista.

10set2012---o-candidato-do-psol-a-prefeitura-do-rio-de-janeiro-marcelo-freixo-conversa-com-jovens-em-bangu-na-zona-oeste-da-cidade-1347325170779_956x500Neste contexto ver a onda de resistência que tomou conta de Fortaleza e do Rio  em 2012 é um bom alento, e ver mais, que esta onda ganha contornos de organicidade ao perceber-se o movimento de manutenção dela na construção de comitês de resistência na cidade do Rio e retomada de núcleos anteriormente desativados ou pouco atuantes, é uma grata surpresa para este 2013 que se apresenta complicado e tenebroso.

Em um quadro de crises que se juntam em um caótico e assustador preview do apocalipse ambiental e econômico, perceber que muitos não ajoelham-se diante do canto da sereia da burocratização pseudo-pragmática é um interessante plus na alma militante.

Sem FantasiaNo último dia cinco de janeiro alguns destes lutadores se reuniram na Zona Oeste do rio de Janeiro, sob o escaldante sol de Bangu, para refundar o Núcleo do PSOL Zona Oeste I. Este grupo se reúne logo após as festas de fim de ano para tentar ser um marco para a luta socialista em um dos mais inóspitos ambientes para a ação militante, que se vê diante de um enraizado mundo de capitanias hereditárias da direita conservadora combinada com o Neo-PT, e um quadro onde a omissão do poder público vive abraçada com o poder paralelo paramilitar de milicianos.

#Eblog, muito mais que virtual: Anticapitalista e libertárioUma galera que se propõe a fazer um bloco de Carnaval meio samba, meio marcha das vadias, meio parada Gay logo no início de Fevereiro para agitar os marcos da luta com o santificado sabor sambado da luta não tá ai a neném, nem disposta a à cada reunião fazer um minuto de silêncio, mas tá disposta a enfrentar os dilemas de lutar em uma região onde a arma fala mais alto, onde o poder público só aparece a cada dois anos e apesar de ser o destino prioritário dos pobres diabos que perdem suas casas para passar a especulação imobiliária removedora de pobres, ainda é a região com menos estrutura de saúde, saneamento, transporte e educação da Glamourosa Cidade Olímpica.

A felicidade do negro ainda é uma felicidade guerreiraUma região chave onde como bem disse o companheiro Nilvio: Uma região que precisa do PSOL que precisa desta região para chacoalhar a burocracia e se jogar na luta cotidiana, organizando a resistência.

Dai já tem gente, já tem site, já tem twitter, Fan Page no Facebook e muita disposição. Por que vocês sabem,né? Quem não salta em Engenho de Dentro vai pro próximo baile, que é só em Realengo.

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