Hoje me deparo com acusações de fascismo a Marcelo Freixo. Fascismo, é esse o termo que encontramos aqui . 
Fascismo.
Freixo é chamado de fascista porque capitaneia uma candidatura que defende a recuperação de bandeiras históricas da esquerda, da cidadania, do orçamento participativo que gerou o modo Petista de governar a partir da eleição de Olívio Dutra em 1988,  do respeito e da discussão à e da causa LGBT, de uma planejamento para a cidade que respeita o plano diretor discutido nas universidades do Rio, que respeite as pessoas pobres, farta e violentamente removidas pela secretaria municipal de habitação de Eduardo Paes, capitaneada pelo petista histórico Jorge Bittar.
Freixo é chamado de fascista por capitanear uma candidatura que mobiliza a esquerda carioca, a população jovem, que ganha almas e corações e resiste à ditadura do pensamento único que em seu urro irracional sensacionalista aparenta uma estupidez ingênua, enquanto é na verdade uma tática de ocultação da cumplicidade criminosa com o avanço do mais perverso capitalismo, ao ponto do subprocurador geral de justiça Leonardo de Souza, representante do MP estadual, entender que a prefeitura age de forma similar ao nazismo, especialmente na secretaria municipal de habitação, capitaneada, pasmem, por Jorge Bittar, membro histórico do PT, outrora candidato à prefeitura.
O alto grau de ação coordenada militante que o PT engendra nas redes, via #RedePT13, parece ser constituída a partir da coordenação de Sérgio Telles no Rio, e  que tem no blog O Cafezinho, de Miguel do Rosário, irmão siames do Feijoada Política, e passa dos limites do debate político para a acusação criminosa, estupidificante que busca emular um olavismo (Escola retórica baseada na satanização do adversário que tem em seu maior expoente Olavo de Carvalho), mas que incorre em uma prática de calunia e difamação e de assassinato de reputação como faz Reinaldo Azevedo na Veja, que deveria ser o ápice do que não fazer para o governismo que se arvora de antítese do PIG, ou partido a imprensa golpista, conforme gritam imitando o neo-petista Paulo Henrique Amorim.
Acostumados a uma retórica que ataca a imprensa a todo momento e a atribui golpismo, o governismo capitaneado pela #RedePT13 perde a linha básica do debate político e repete a prática da imprensa que critica, seja por incapacidade de debate, por desespero de perder espaço à esquerda para o “minúsculo” PSOL, ou seja pro mau caratismo dos envolvidos mesmo, ao acusar levianamente Marcelo Freixo e o PSOL de fascismo.
Enquanto fazem isso ocultam que a dupla Paes/Cabral, apoiada efusivamente pelos “populares” governistas vai remover cerca de 9000 moradias sem contrapartida suficiente para não aumentar o já imenso déficit de moradia da cidade e para manter a lógica de satanização/ocultação usam de táticas similares a de José Serra em 2010, seja criando boatos, falsas capas da Veja, até criando um espantalho de fascismo para seu adversário.
O Petismo atual, cujo maior inimigo é a história, está tão empenhando na defesa irracional de cargos e salários em prefeituras e governos do estado que perdem até a vergonha de imitar seu maior adversário e dizer que há nazismo na militância.
Imersos na lei de Goldwyin, irresponsáveis e irracionais defensores do indefensável, os novos petistas,  chafurdam no rebaixamento do debate, na ocultação das ações criminosas que os governos do qual participam ou controlam  cometem na sanha de pagar suas dividas de campanha com as empreiteiras, suas maiores doadoras, ocultando vinculações com o crime organizado (Paes tem ao menos três candidatos citados na CPI das milicias, em sua coligação, um deles o irmão do miliciano preso Jorge Babu, Elton Babu, que é do PT) e optando preferencialmente pelo ad hominem diante do imenso problema que possuem diante de si: A completa demolição de sua ligação com a esquerda.
Imersos na lei de Goldwin além do desserviço político do rebaixamento do debate incorrem no eterno erro de chamarem pato de macaco esquecendo que quando o macaco aparecer o povo não saber e  vai chamá-lo de pato continuando a achar que macaco faz quac.
Atacam Freixo como nazista tendo entre os secretários da prefeitura um filiado ao PT acusado de práticas ilegais de remoção de moradores de comunidades carentes. 
Acusam Freixo  de candidato zona sul, mas tem entre os doadores de suas campanhas a mais alta concentração de capitalistas como Eike Batista.
Acusam Freixo de candidato das organizações Globo, mas tem em seus jornais e TVs elogios cotidianos aos governos Paes/Cabral, dos quais compõe o secretariado, inclusive a secretaria de Direitos humanos que não dá suporte e segurança aos pescadores da AHOMAR ameaçados de morte e  é ocupada pelo PT.
Em seu delírio de amor ao poder, de amor ao aparelhamento do estado e no desespero da perda de espaço e credibilidade diante do avanço do “minúsculo” PSOL, da força de seu candidato e da nítida construção e arrebatamento de uma militância, que ou estava descrente da política ou deságua em sua juventude para a prática de uma política historicamente vinculada à defesa dos direitos humanos, dos valores da cidadania e do resgate de bandeiras histórias da esquerda, que sai do campo de influência de um PT que em sua sanha pelo poder a qualquer custo trocou o valor de sua história pelo abraço a Maluf
Em seu delírio persecutório de um valor de esquerda que já morreu no PT,  os militantes do partido dos trabalhadores apelam, renegam sua história, enlameiam seu passado, despolitizam seu presente e se tornam isso: papagaios repetidores histéricos do rebaixamento político.
É uma pena que o partido que me ensinou a militar tenha se tornado isso: a marca da desonestidade política, intelectual, moral e humana.
É uma pena que em 2012 o PT caminhe mais e mais para o lado dos vencedores, aquele que Darcy Ribeiro sabiamente preferia não estar.
Vou seguir o mestre caso nossa primavera não conquiste a prefeitura, ainda é o mais sábio conselho manter-nos humanos na derrota que desumanizados na vitória.
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4 comentários sobre “O lado mais torpe do Petismo e a lei de Goldwin

  1. O mais triste do texto é que é difícil contestar qualquer frase dele. Ok, "a marca da desonestidade política, intelectual, moral e humana" é um certo exagero. Mas é esse o caminho que a coisa tá tomando há muito tempo. E nessa eleição o negócio tá ficando mais claro que nunca, porque calhou de ter um bom candidato à esquerda para lhes contestar.

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