Biscate?
Amo uma mulher pra casar. 
Amo uma mulher pra trepar.
Adoro bundas e fico hipnotizado por elas, por seios também. Adoro inteligência, livros, sexo, comida, fico hipnotizado por isso também. 
Só não me encanta a estupidez. À esta costumo levar no bolso um tantinho de desprezo pra dar para alimentá-la e talvez fazer crescer o ácido e solitário limbo onde seu cérebro está, se é que existe.
Amo uma biscate e tenho orgulho disso, muito. Amo e  amarei outras caso por algum acidente do destino meu caminho divirja do da mulher livre com quem busquei um relacionamento. Já amei outras biscates, que contrariando os “adágios” das “pitonisas” do moralismo a dois passos atrás do troglodita de plantão nunca engravidaram de jogadores de futebol.
Mulher pra casar?
Aliás devo dizer que quem curte engravidar é “mulher pra casar”, este tipo sobre o qual o rótulo cairia como uma luva caso eu optasse por dividir mulheres em grupos de etiquetas mal cheirosas. Gravidez em geral atrapalha a liberdade de ir e vir, adiciona responsabilidade exige da mulher uma solidez na opção que vai além do “se arrumar”.
Um ponto interessante é a constante presença de mulheres “pra casar” atacando blogs, em especial o Biscate Social club, que de alguma forma defendem a liberdade da mulher de ser inclusive biscate e mais, colocando no fundo (ui!) a pergunta: porque  não o são todas, as “pra casar” e as “pra trepar”? E o mais legal é que a vulgaridade das criticas às Biscates inclui uma ladainha modorrenta mofada do “biscates dão pra todo mundo e querem engravidar de jogadores de futebol”, coisa que não se vê, lê, ou cheira em se convivendo com mulheres completas que se auto intitulam biscates e estão por ai borboletando, xavanteando, seiláoqueando.
A meu ver é clara a “transferência” com o fim de sublimação que as moças casadoiras mantém, nesta relação “competitiva” com as biscates, como se fosse  necessário que uma prevalecesse sobre a outra em uma competição feroz rumo à manutenção do nicho de mercado sobre nós, os pobres homens. Isso me lembra o “dividir pra conquistar” do capital e como acho isso uma ferramenta feroz de manutenção da situação de opressão que opõe mulheres que podem ser tudo (mães, putas, monogâmicas ou surubentas) a mulheres que optam por serem o binômio casadoiro na sua, na sombra, em silencio, ocultando seus desejos e com medo de quem se assume completa. 
Cada um faz absolutamente o que quer, mas me surpreende que a vulgaridade dos ataques venham de quem se propõe lado claro da força, surpreende a violência terminológica vulgarizadora do outro em nome de sei lá que impulso político-psicológico entubado nas entranhas de mulheres que optam opor verem a si mesmas, e transferirem à outras essa visão, como bundas e peitos, só que usados só no papai e mamãe cotidiano.
Surpreende porque ao atacar com virulência quem se  propõe exatamente a discutir a questão do feminino  com liberdade, deixando  as camisas de força da opressão pelo mundo, estas mulheres não defendem a si mesmas, mas defendem o papel que lhes  obriga a manutenção de uma bunda que o marido goste, a ter filhos educados para não amarem com responsabilidade de maturidade, sabendo escolher as pessoas pelo que são e não pelo papel que executam.
Amo uma biscate, amo, amei outras e amo muitas biscates irmãs, mães, amigas. A “mulher pra casar” me cansa. Me cansa a divisão binária, estúpida, oprimida, subserviente, servil e moralista destas mulheres que abdicam do poder de serem a si mesmas para serem cinderelas sem sapato do sub-macho moderno.
Mulher é substantivo, substância, não cabe em rótulos. Homem digno do nome sabe disso, como foi me ensinado por um dos grandes que dizia que mulher sem nome, garra e vontade é antes de mais nada um apêndice da mediocridade.

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