Carnaval e Futebol volta e meia sussurram por goelas canhotas, e canhestras, como “ópio do povo”. Ficam ali no elitômetro intelectual marxotário tal e qual a namorada pobre do mauriçola, que saca das coisas sem diploma, beija bem, manda bem, é boa de papo, mas não fez Socila.
Deu mole e vem uma longa e estranha conversinha amarrotada em botecos de origem duvidosa a respeito da “alienação” do samba e do futebol, esta conspiração da CIA tão bem feita que começa antes do Império do Mal virar gente.  Aquele jogo maroto, camisa de time, cervejinha antes? Ópio do Povo. Bloco de carnaval, chuva, suor, cerveja, mulatas marotas? Ópio do Povo. 
Já teve pregação querendo trocar o Carnaval por Dostoiévski, e tome baile!
A lógica da redução da cultura a seus filtros estéticos de cunho elitista ganha um adendo marxeteiro nada moleque, mas muito mecânico, que faz que vai e não vai, mas acaba fondo. Primeiro porque a rapaziada pelo jeito anda lendo orelha demais de livro e menos o conteúdo, porque tirar frases de contexto em  geral é obsessão do Ministério do Vai dar Merda, criado pelo Mega Guru Chico Buarque. Segundo porque o conceito estético do Carnaval reduzido a uma mistura de nojinho da desordem com afetação bibliófila em geral é coisa de quem é ruim da cabeça e doente do pé.

Não gostar é direito constitucional! Não gostar de muvuca, calor, samba, mulher, homem, bloco, escola de samba, cerveja, bola, jogo, estádio, é estranho, mas é constitucional e válido. Fingir que não vê o que é, o tamanho disso sob o ponto de vista histórico-cultural e ,porque não, político, é um tanto quanto problema de vista.

Especialmente no país de nosotros, em que três das capitais de estados importantes param completamente para sacudir o esqueleto movimentando economia em tantos níveis que dá até vergonha de citar. Esse fator por si só era coisa de parar de afrescalhamento teórico e tentar entender. Fora isso é de se considerar que nunca teve revolução na nada carnavalesca Suécia, ou seja, o carnaval se não ajuda na revolução também não atrapalha. 
Futebol? Minha nossa! além de mexer com a cultura Brasileña ao ponto de expressões idiomáticas vinculadas ao mesmo, como “embolou o meio de campo”, serem de uso correntes até pra não amantes do ludopédio, é parte integrante da vida política a tal ponto de existirem membros em todas as correntes ideológicas amantes do dito cujo, fora a possibilidade levantada pelas organizações de torcedores como parte dos movimentos de libertação da Primavera árabe.

Pra completar, ambas as manifestações são de tal forma entranhada na construção da identidade do país, em sua imensa diversidade, que fica-se pensando se não rola uma vontade inconsciente de importar parte do povo da Áustria e mandar essa plebe ignara alienada e sambante, com camisa de time, pra torrar na Palestina. A súbita ojeriza coletiva ao balacobaco é sempre acompanhada por uma sugestão de leitura, por uma indicação de vinho e por uma busca do Escargot perdido.

É nessa que eu vou na pergunta: A rapaziada quer mesmo mudar o mundo ou só paga de revolução porque as  mina pira?
Sem povo não se chupa nem um Chicabon.
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