Gosto muito  de escrever, é um momento de junção do desejo de expor pensamentos com o íntimo construir de reflexões, é um misto da vaidade de ser lido com o serviço público de expor análises que considero corretas, é um tanto o autoritário discurso, um monólogo como ecoar gritos coletivos.
O motivo desse introito não é outro que não a descoberta do blog como algo que tem leitores e não é apenas um enviar de vaidade de vosso escriba. Mas além disso é pela percepção de que há tanto a ser dito e tanto mais que precisa ser superado no mar de noções reducionistas, de machismos, de racismos, de medo do popular, de hipocrisia elitista travestida de “conscientização”,etc.
É nessa hora que o grito das ruas ganha o luxuoso auxílio da cuíca que a gratidão do autor a seus leitores se emociona e parte pro abraço coletivo, pro samba de bloco pelas ladeiras do imaginário, pelas ruas e alegrias de minha Madureira mental.
É nesta procissão sambada que o carnaval, que veste-se de reversão, de revolução, de mudança de papéis, de liberdade, é o elo entre o elogio de ser lido e a percepção de como é rico um dia a dia onde vemos e respiramos a variedade das gentes, que combatemos a secura e o cinismo, que somos “ditadores’ contra a intolerância dos estúpidos, dos justificadores do injustificável.
Neste post que é apenas um agradecimento a quem me lê e ao samba, por me dizer desde criança que “o sambista não precisa ser membro da academia, ao ser natural em sua poesia o povo lhe faz imortal”, não quero me pintar como o democrata, o paciente, o tolerante, o que jamais fui em meu sangue quente, meu pavio inexistente, minha ferrenha convicção no que penso, meu desejo de superação e de resolução de problemas práticos com velocidade. Não vou me autoproclamar como a versão masculina de Madre Tereza, mas talvez do meu jeito ogro me declare feliz e honrado por ser lido por tanta gente, além da CIA, que eu jamais imaginaria que se  interessasse pro minhas loucuras.
Este blog sempre se pretendeu pautador de pensamentos, mas  jamais achou que conseguiria, achava no entanto que como a Portela na voz de Clara Nunes deveria se comportar como o “povo na rua cantando, feito uma reza um ritual”, ou seja, focado, sério e honesto dentro da proposta de escrever as percepções políticas, culturais e científicas que adquiria através dos anos.
Nestes três anos de Blog defendi coisas diferentes, mundos diferentes, analisei com mais ou menos correção, mas jamais escondi o que pensei e o que sou. E quero agradecer a quem me lê por ter me dado a honra de ser ter compartilhado o pouco conhecimento que produzi.
Muito obrigado.
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