Eu nem sou leitor assíduo do Biscate Social Club e confesso achar a temática média do Blog “coisa de mulherzinha”, eu que ogristicamente acho que tudo fora de Futebol, Política e filme de Zumbi é “coisa de mulherzinha, se é que vocês me entendem. 
Queria no entanto, devido a curtir demais a iniciativa tanto política quanto comportamental de esculhambar o machismo atávico e burrão do Brasileirismo, elogiar em um post, que se iniciou poético, a beleza política, artística, comportamental e sexual de mulheres assumindo-se como livres, livres e donas do seu nariz, cabeça, tronco e membros.
Mas qual o que? é impossível nessa vida não topar com gente que diz fazer “política” e “revolução” sem entender o viés ausente dos manuais práticos das bronhas do gueto e sem cagar a volumosa regra da “inteligentsia” de “vanguarda”.
Mulher falar de sexo e de liberdade de pegar, vestir, trepar, beijar? Contra-Revolucionário e não feminista! Social Club? Incapaz de haver discussão de idéias! E pior negozinho acha que isso ai é argumento sem notar a raiz da palavra socialismo, o que é óbvio porque o que mais rola é radical que não olha nada pela raiz.. 
E sigamos o bonde da “esquerda” sem auto-crítica e pĺena de manuais, incapaz de olhar o próprio machismo atávico, o quão é pró-forma a critica ao sexismo, ao machismo da sociedade, ao patriarcalismo. Porque mulher pode denunciar a opressão da sociedade no trabalho, na reprodução, mas falar de sexo? trepar? como assim feminista trepa? Anátema!
Depois do “barata-voa” com epítetos de “mal amada” a quem fez apenas uma singela brincadeira zoando o Hetero Branco, o clássico arquétipo do dominante e opressor, citado até por Caetano em “O Estrangeiro“, a “lição” dos Bolcheviques de cursinho, da vanguarda do gueto.
Estamos bem… 
O que interessa é que a beleza do biscatear deve ser louvada, especialmente para quem não curte a cagação de regra da “mulher pra casar” e “mulher pra trepar” e mesmo não lidando muito bem com o fudevu na zona da não-monogamia acha um barato o conceito de “mulher pra amar”.
Até porque na singela opinião do Groucho-Marxista Quisifodista aqui presente, não há revolução sem sexo, e nem sexo sem revolução, a não ser que você chame revolução de tomada de poder e aquele papai e mamãe modorrento de trepada.
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