A anistia aos crimes contra a humanidade cometidos durante o período da ditadura civil-militar de 1964 foi contestada pela comissão de direitos humanos da OEA e o Governo Brasileiro foi formalmente exigido a revogá-la. O prazo para sua revogação foi ignorado, o governo Brasileiro não se moveu, a Comissão Verdade mesma foi iniciada como uma farsa da qual nenhum militantes de direitos humanos, familiares de desaparecidos, quer fazer parte.
Essa junção de ocorrências é parte de um movimento de recuo do Governo atual, mas também parte de uma perda de força para pautar a sociedade dentro dos valores liberais e humanistas que foram largamente derrotados durante os anos de avanço das forças conservadores nos governos do PSDB e do PT, da vitória do ideário competitivo capitalista, fruto de anos de neo-liberalismo e de “desenvolvimentismo” onde a capacidade de consumo e produção é o mote das políticas e  não a  conquista de direitos e um desenvolvimento cujos valores sejam pautados no mais puro humanismo, com ganho de direitos humanos, respeito ao meio ambiente, resolução de demandas do país com relação a seu passado,etc.
Neste contexto a anistia é um ganho imenso às “forças Ocultas” que escondiam seus rostos nas fotos de julgamentos de presos políticos durante o período negro da ditadura civil-militar. A anistia mantém ocultos  os rostos de quem torturou, omitiu, assassinou e oprimiu nãos ó militantes de esquerda, mas pessoas comuns que por algum motivo caiam nas garras de um estado de exceção.
As “forças ocultas” ainda se valem da falácia que com o fim da anistia os “terroristas” também devem ser julgados, esquecendo oportunisticamente que os “terroristas” já o foram pela justiça de exceção que também ocultava seu rosto, pela justiça de excessão que escondia a cara ao julgar militantes armados ou não e que condenava gente à morte, à tortura, ao desaparecimento.
Por isso o #Cumpra-se é mais que necessário, não só para que seja feita a justiça e essa página de nossa história seja virada, com a revelação do que é feito nas ditaduras, mas para enfrentar uma retomada paulatina de terreno pelas “forças ocultas” que vem ocorrendo  com ampliação de declarações, leis, atos que vão do racismo à misoginia, do Fascismo à homofobia e que são sustentados pelos ideólogos da conciliação sob as botas da reação.
É preciso enfrentar o passado pra solidificar um movimento de ruptura contra a marcha do conservadorismo, que se sustenta na mentira de que a ditadura foi erguida para evitar o avanço de um comunismo que qual um “bicho-papão” só existia para justificar atrocidades.
Precisamos punir criminosos, encontrar nossos desaparecidos, abrir os arquivos e pra isso é preciso que a determinação da OEA seja cumprida.
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