Acredito em muitos deuses, muitos  deles feitos de vento, caça e morte. Acredito em tantos deuses quanto existem fenômenos naturais, da ação humana ao terremoto. E acredito em deuses nos quais não acredito,  entalhados por mãos diferentes das que entalhados os meus, amados por amores diferentes dos meus amores.
Um Deus foi parte de minha existência desde sempre, da mesma forma que a ciência,  e nenhum deles brigaram de não se falar até hoje. deus não da pitacos nas minhas pesquisas e a História não tenta explicar  Logun-edé.
A tolerancia com o assunto Deus, sua existência ou não,  é um dado consciente a meu ver de razoabilidade humana,de ganho de humanidade que torna um ser humano mais que um reles perambular de carne movida a fanatismos, reducionismos e preconceitos. Da mesma forma que acreditar em deus não significa não acreditar no deus dos outros, no sentido de não ter tolerância com estes, não acreditar em Deus ou deuses não dá a ninguém o latifúndio da racionalidade e da ausência de preconceitos.A verdadeira intolerância  se veste de muitas roupas e fantasias, uma delas é o tal louvor cego ao laicismo e a um racionalismo que ignora variáveis,diversidades e  culturas, que transforma a religião no inferno e o religioso no imbecil fundamental.
Crimes foram cometidos em nome de Deus ou da razão em igual proporção e a dificuldade de combater tiranias crentes ou não é idêntico. Generalizações de ambas as partes, do lado ateu e do lado não ateu, são de uma estupidez de duvidar da inteligencia alheia.
Ser laico não ignifica eleger como substituta da religião uma ciência cujo viés “racionalista” acaba negando o racional, tornando-se a intolerância construída às margens de qualquer ciência, embora envolvida em seus jargões, no etnocentrismo e elitismo clássico de nossa “intelligentsia”.
Essa postura de ateísmo intolerante é similar a meu ver ao mais fundamentalista evangélico, considerar todo religioso um idiota é tão imbecil quanto considerar quem não tem fé a imagem do cão.
Mas ta na moda pagar de “Ateu descolado  sacaneador da fá alheia” e depois pregar a tolerância, sei lá, é fashion.
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