Em uma nota no último sábado o jornalista Jorge Bastos Moreno afirma que Marcelo Freixo se reuniu com Malafaia e Cesar Maia definindo pacto de não agressão. O PSOL-RJ desmente oficialmente na segunda-feira de manhã. Antes disso os Parlamentares Marcelo Freixo e Chico Alencar foram rápidos a se manifestarem com “profundo respeito” ao jornalista e clamando que parassem a “Perseguição” ao mesmo diante da reação da militância  via Twitter com relação à sua nota. Foi feita uma imensa questão de desmentir a nota, mas manifestar profundo respeito ao jornalista. Antes disso Chico Alencar escreve com Merval Pereira, notório adversário de todo e qualquer movimento à esquerda, e com Noblat, jornalista que na maioria das vezes não é exatamente primo da informação democrática ou mesmo de qualidade, especialmente quando a informação não é para atacar adversários políticos da linha editorial de seu Jornal. Nosso amigo partido, o PSOL, ainda não tem um jornal de qualidade e de acesso amplo a seus militantes, o site do PSOL-RJ é mais lento que outra coisa em matéria de informação, não tem lista de núcleos existentes, divulga com atraso atividades, etc, mas de certa forma foi até rápido na divulgação do “desmentido” e agora pede amplo apoio militante pra divulgá-lo. Mas pra que desmentir? O respeito é profundo e o jornalista só “errou”, dava pra esperar respeitosamente até sábado pro veículo Oficial do PSOL, O Globo, desmentir “oficialmente” via respeitoso jornalista.


Depois da reação dos “respeitosos” parlamentares do PSOL chamando quem defendia o partido diante da IMENSA SACANAGEM CALHORDA do Jorge Bastos Moreno de “açodados” e “perseguidores’ do “respeitoso jornalista” a quem nutria “Profundo respeito” a nota do “respeitoso” PSOL-RJ que desmente seu veículo oficial onde nossas figuras públicas colaboram com seus colunistas é até surpreendente, dadas as relações carnais entre o partido e seu veículo quase oficial.

Diante disso se entende que o PSOL-RJ não precisa pedir à militância pra divulgar sua nota, peça ao Globo, com quem tem relações de “profundo respeito”, mesmo quando seus colunistas “erram” de forma suspeita. Até porque a militância não serve pra ser consultada a respeito de candidaturas, não serve pra defender o partido, porque que serviria pra divulgar desmentidos? Bestagem, com um jornal de grande circulação à disposição é perda de tempo contar com militantes, que em geral são “açodados”, “persecutórios”, até agressivos.

Com a discussão o de candidaturas ocorrendo “publicamente” no Rio a ponto de ser colocada como ampla e democrática, sendo que “público” aí é quase tão secreto quanto reunião da maçonaria ou sinônimo de reuniões e núcleos x ou y tomados como medida de todas as coisas, fora que correntes, majoritárias, são tomadas como representante do todo, foda-se, e sem o menor problema do palavrão, as menores e os independentes.

É isso ai, o PSOL pode ser necessário, mas sua militância não o é, ao menos pra ele e sua direção, figuras públicas e “lideranças”. Não precisam de quem está aí e não é informado, consultado e ai chovem argumentos pra defender as medidas de discussão “democráticas’ levadas em quase segredo pela burocracia. A gente sós erve pra panfletar e isso se o fizer sem reclamar.

Quando um sujeito que fica mais de 12 horas na frente da internet e visita os sites do partido não obtém a informação de discussão de algo em um partido, mesmo lidando com militantes inclusive que participam de mandatos a cosia tá feia na ocultação e mais ainda, quando pra um cara souber de algo do partido precisa ser de corrente e majoritária o trem tá bem feio e há quem ache isso normal.

E o PSOL que busca (Busca?) ser alternativa de esquerda se afoga em si mesmo e acha normal a cúpula decidir pela base. E ainda quer cantar a esquerda que não se vê no PT e procura alternativa. Será que um dia entenderá porque ela não vê no PSOL essa alternativa? Duvido que veja, infelizmente.


PS:  Hoje me disseram que a candidatura Marcelo Freixo a prefeito do Rio estava em discussão desde Fevereiro no PSOL.Como bom mala sem alça procurie no gogoel e como o site do PSOL-RJ está fora do ar, procurei tb nele em cache. A surpresa é que não tem nada em lugar nenhum online dizendo nada a respeito do debate. Dá pra comprovar aqui 

http://j.mp/ovJGG6 que ao menos em sites DO PARTIDO, não há debate nenhum anunciado antes de Junho, quando a  executiva anunciou sua pré-candidatura pra numa inversão de função o diretório estadual discutir. Há sim notas de outros veículos colocando a possibilidade de sua candidatura, nada do partido. Alega-se que quem é de corrente discutiu, ou seja, quem não é de corrente ou ao menos não é das majoritárias não precisa discutir e nem tem disponibilizada a informação de forma pública e oficial pelos veículos do partido. E chamam isso de democracia.. Recebo regularmente mensagens do partido via e-mail e EM MOMENTO ALGUM foi colocado qualquer tipo de debate em quaisquer instancias. Companheiros de n[úcleo de lutas urbanas tb não sabia de nada OFICIALMENTE. E chamam isso de democracia. Um excelente nome, um processo totalmente viciado,anti-democrático e burocrático. Pena, Mesmo quando acerta o PSOL consegue fazer cagada.


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10 comentários sobre “PSOL, Militancia e a grande imprensa.

  1. Caro Gilson, concordo com você com relação às críticas sobre reação à nota mentirosa a respeito de Marcelo Freixo. Também discordo de ficarmos na dependência de desmentidos no jornal, inclusive porque o estrago feito por uma intriga permanece a despeito de desmentidos, que soam forçados.Porém, discordo com relação à escolha da pré-candidatura a prefeito do Rio. Essa discussão só podia se tornar pública, isto é, para fora dos muros do partido, após o pré-candidato indicado aceitar a tarefa; além disso,era preciso dar tempo ao surgimento de possíveis outros nomes. Entretanto,já tinha vazado para o Facebook e listas partidárias bem antes do diretório de fevereiro. Foi aberto o debate oficialmente na reunião do diretório de 26 de fevereiro, um sábado, com o texto postado aqui neste link, no blog do PSOL Zona Sul, de autoria do presidente do PSOL/RJ, Jefferson Moura: http://www.psolzonasul.org/2011/02/contribuicao-reuniao-do-diretorio.htmlNão foi publicado no site do partido porque ele estava fora do ar na época, por problemas com o provedor. Porém, havia naquela reunião de fevereiro representantes de todos os setores do partido, que supostamente levaram o debate para suas bases. Na reunião de junho executiva levantou o único nome posto e o diretório de 13 de julho vai debater já com o nome posto. Em fevereiro ainda não se prendeu a nomes, tanto é que o texto citado aponta companheiros como em condições de executar essa tarefa.

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  2. E de lá pra cá o debate foi feito apenas na instancia superior e jamais se propôs debates em plenárias municipais ao menos, Magda? E o site ficou fora do ar de fevereiro pra cá? e o partido então deve se informar via blog do núcleo zona sul? Pra mima colocação é frágil, a ausência de processo democrático amplo é óbvia e mais ainda, a ausência de, ao menos, um processo informativo amplo idem. Pergunto porque o envio de mensagens do PSOL-RJ é sazonal e só ocorre em determinadas situações?Ma singela opinião do vosso companheiro de partido, a questão toda que vc complementa em seu comentário ainda é um fato excessivamente grave sob o ponto de vista, por baixo, da comunicação.Eu não vejo como defender este processo e nem democracia nele, infelizmente discordamos a respeito, porque não posso entender a ausência de amplo processo de debate real envolvendo o todo da militância a partir destas informações colocadas, não existe este amplo processo, nem mesmo sob o ponto de vista da comunicação, dado que se toma o blog do núcleo zona sul como medida de todas as coisas enquanto comunicação, e pior ainda, as correntes como medida de todas as coisas, porque além do núcleo zona sula s correntes são tidas como fontes de disseminação de informação a despeito dos veículos e canais do partido. Na minha humilde opinião sua colocação só reforça a ausência de um processo minimamente transparente.

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  3. Só pra completar: Essa frase aqui "havia naquela reunião de fevereiro representantes de todos os setores do partido, que supostamente levaram o debate para suas bases". Já a meu ver inverte o que considero o processo democrático: A liderança leva à base e não a base à liderança. Ou seja, a parada foi e continua sendo feita de cima pra baixo e, me desculpe mesmo, nunca vai sequer ser tentada de outra forma.

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  4. Eu não concordo em nenhuma das duas partes, apesar de reconhecer parte do discurso.Sobre o Moreno a retratação tem sim de ser feita por parte dele, mas tem que ter malandragem na relação com a imprensa também. O Marcelo hoje é figurinha certa na mídia e isso é necessário, ao mesmo tempo também ele não se coloca de nenhum modo alinhado aos interesses dos donos de nenhum desses veículos em que a aparição dele é cotidiana. Tem que ser firme, marcando que não houve o encontro, mas ao mesmo tempo não pode ser radical e revanchista com alguém, que dentro da mídia nos dá um bom espaço, fez campanha descarada pro próprio MarceloEm relação ao processo do Marcelo eu acompanhei e vi várias correntes discutindo sobre isso, correntes que não chegaram a posição concreta, mas que tocaram os debates. Nos dois núcleos que eu participo as questões foram também levantadas, talvez com muito mais ênfase no Zona Sul, mas foi também tocado no S.A.C.I. Em relação aos núcleos, eu penso que tem que ser uma iniciativa dos próprios militantes, é papel da executiva ou diretório incentivar, mas cabe aos militantes. Por exemplo, gostaria de saber se você faz parte de algum núcleo? Tenho certeza que grande parte dos militantes do setorial de lutas urbanas estavam a par do debate, podem não ter colocado em debate por motivos outros, até por preferirem debater isso de modo interno dentro das próprias correntes. Talvez pudesse sim ter tido alguma plenária geral do partido, o mais importante seria uma sugestão e não um carnaval em cima disso, até por que não é uma decisão ainda oficial. Quanto ao processo não estar registrado no site. penso eu, que por motivos óbvios, inclusive como estratégia eleitoral. E o mais importante quanto a isso, não é o nome em si. O partido vem organizando diversos debates, já tivemos com o Eliomar e com o Marcelo, Chico é no próximo mês, e depois ainda tem Janira e Jean. Tudo isso já é parte do processo de construção de políticas do nosso estado. Além disso, o próprio Marcelo já está apontando para a criação nos próximos meses de diversos grupos de trabalho, para promoverem reuniões e plenárias acerca de diversos temas e como forma de construção da política para a campanha de 2012.

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  5. Pedro, não preciso dizer que continuo discordando de você e da Magda e acho incrível que vocês não vejam no próprio discurso de vocês a defesa de um processo viciadaço. E é claro que vc conhece o discurso, é um discurso repetitivo na história do PSOL e que pelo jeito assim continuará enquanto ocorrer essa democracia localizada em que as correntes são a base da discussão e não discussão ampla na base. A tática eleitoral não justifica a ausência de informação do lançamento de debates e a formação de plenárias para o debate. Não há núcleos? é lógico que isso cabe aos militantes formá-los, mas se há núcleos de menos e militantes demais cabe sim À executiva debater em plenárias e não fingir que há debate porque o assunto foi levado às corrente,s mas enfim, se é "óbvio" que a tática eleitoral é mais importante que debate verdadeiramente amplo, se essa é a defesa, então discordamos fundamentalmente de concepção de partido e é uma pena que isso seja visto como um "discurso" e mais colocado pejorativamente como apenas isso.

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  6. Ué, cabe aos núcleos que por sua vez cabe aos militantes formarem. Eu faço parte de dois núcleos, o S.A.C.I. muito recente, de juventude, em formação. Sequer conheço outros núcleos que minimamente funcione, pro debate se dar na base tem de existir o núcleo formado o problema ta aí. Se existissem os núcleos e a discussão ficasse restrita às correntes eu concordaria contigo. Não sou de nenhuma corrente e, por participar de núcleos, acredito que eu tenha podido sim participar do processo da escolha do nome.

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  7. Pedro, eu duvido que a maioria dos no máximos eis núcleos em atividade (E engraçado vc tb não saber quantos nucleos funcionam,né? Será porque não existe essa informação?) E ahco engraçaod qu ememso com todos os contatos possíveis junto ao PSOL ninguém que mais se relaicona até ocm mandatos do partido tenha indicado que este debate tenha ocorrido de forma clara, e repito, a maioria dos militnate sestá nucleado? duvido, então me pergunto porque não forma chamadas plenárias? Acho legal vc, a magda, o Núcleo Zona Sul e mais sei lá quantos participarem de um debate que mal tem divulgação publica. E não quer dizer o nome? beleza diz "Debater pra discussão de eleições 2012", algo assim. Se vc acha que é interessante que a informação não seja transparente, vai na fé, mas eu não acho.Até agora só vi dizerem que a discussão ocorreu porque "no meu núcleo" ou "nas correntes" o debate foi feito. Desculpa, mas pra mim debate público é o que chama todo mundo pro debate. Se em tempos de internet não tem aviso que está orlando o debate pra mim a coisa toda era pra ficar na boca pequena mesmo e quem participa que participe, quem não tá do a lodo onde a informação tá que se foda.Repito, se isso é sua concepção de partido eu a respeito, mas discordo dela veementemente.

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  8. Complementando Gilson. Na reunião do Diretório que está acontecendo agora, há um indicativo de sinalização para a Executiva que se abra o amplo debate em plenárias como você colocou, que se abra o debate para dentro do partido. Exemplificaram inclusive que o propósito da resolução da executiva foi exatamente de abrir o debate, tanto é que em seu texto, não se busca uma sustentação mais profunda da candidatura.

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  9. Pedro, por isso digo que nossa divergência é de concepção, o caminho deveria ser o inverso. E tanto figuras públicas quanto notas públicas do partido para que isso fosse realmente "abertura de debate" a meu ver não poderiam declarar que "Freixo é pré-candidato a prefeito pelo PSOL". Tendo feito isso após a "abertura" de debate a meu ver dão às plenárias o tom de referendo. Pra mima discussão teria de ocorrer via plenárias e dai ser referendada pela executiva, mas isso nunca via rolar e talvez seja só utopia, ao menos no PSOL. Repito o que coloquei acima e várias vezes, uma uta decisão, um puta nome uma puta oportunidade de fazer um processo literalmente à prova de críticas foi jogado fora por um processo de cima pra baixo.Cês podem achar frescura, o que seria uma pena, mas o processo desse jeito é no máximo um arremedo de processo democrático e exatamente por ter ionvertido a dinamica do processo democrático clásico que a meu ver seria: Abertura de debates com plenárias amplas (Caso não tivéssemos, como não temos, núcleos que contemplem o envolvimento de nossos militantes em sua maioria), desde fevereiro até agora dava pra fazer umas 3 no minimo e até dez no máximo. Depois disso diretório e executiva. Iso tudo seria referendado em congresso e tava ai o processo democrático fofo, mas foi invertido. Fazer o que? o Partido só repete oque fez no caso HH e vai fazer de novo e com os mesmos argumentos de defesa. Nunca haverá nucleação forte no PSOL porque núcleo nenhum sobrevive sendo apenas uma instancia esvaziada.

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