De: Jorge Borges

É isso mesmo, chegam novas notícias do front.


Nesta manhã, 12/11/2010, a comunidade já recebeu nova visita de um oficial de justiça informando o início da demolição das casas “vazias”, sempre entre aspas, porque muitas delas, apesar de inacabadas, têm seus ocupantes morando logo ao lado, em barracos de madeira que não foram cadastrados pela Prefeitura e que podem vir abaixo da mesma forma.

A única informação precisa dá conta de que a Excelentíssima Juíza Érica Batista de Castro ordenou a demolição, impondo esta condição no acordo da terça feira: “as casas vazias “fakes” deverão ser demolidas a partir do dia 10/11/2010″, eis a palavra da Senhora. A Douta Meritíssima, que em nenhum momento demonstrou uma vírgula de humanidade em relação à situação de risco social que estaria gerando para mais de 200 famílias do terreno em litígio, impôs essa condição no dito acordo. Acordo esse que, como todo o processo, fez-se surdo e cego para as pessoas que ali vivem. Não contou com nenhum morador nas negociações.

Agora, na hora de executar, os oficiais de justiça dizem que a demolição vai ser feita pela prefeitura e a Prefeitura, ontem, disse que não tem nada a ver com isso… De fato, em se tratando de uma ordem de despejo num terreno privado, os custos para a retirada dos ocupantes deveria ser arcado pelo proprietário. Mas como o Poder Judiciário tem sido recorrente em fazer as vezes da parte dos proprietários, agindo no processo como se fosse o principal interessado, não surpreenderia se a ordem fosse direta para os asseclas da Sub-Prefeitura executarem o despejo, às expensas dos cofres públicos.

Enquanto isso, na mesma região, a Prefeitura vende terrenos por R$50 milhões e disponibiliza outros para o refestelamento das incorporadoras imobiliárias. Existe um terreno, a poucos metros da comunidade, de 11.000mª em frente ao Shopping Recreio que está sendo vendido pela Prefeitura Municipal. E depois temos que ouvir a alegação de que não há espaço nem dinheiro para reassentar as famílias em locais próximos, como rege a Lei Orgânica do Município do Rio.

É mais que chegada a hora do levante geral de todas as comunidades, de todas as oranizações, de todos os indivíduos contra o fascismo instalado no Rio de Janeiro. É hora de quebrar a espinha de mídia que sustenta o discurso do preconceito, da segregação e da Ordem do Capital.

No vídeo de Patrick Granja, cenas que a mídia calhorda não mostra. Pena que a vitória incial ainda esteja longe de ser definitiva. http://www.youtube.com/watch?v=R3T9c0fNBP0

AS REMOÇÕES SÓ SERÃO FREADAS NO DIA EM QUE TODAS AS COMUNIDADES SE MANIFESTAREM CONTRA A REMOÇÃO DE QUALQUER COMUNIDADE! 
CADA DIA DEVE SER UM DIA D CONTRA A REMOÇÃO!
NÃO ESPEREM LIDERANÇAS HERÓICAS! 


FAÇA SUA PRÓPRIA RESISTÊNCIA CONTRA MAIS UM ATENTADO AO DIREITO INALIENÁVEL DE MORAR DIGNAMENTE!
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