A polemica atual é o da militância paga, da qual o PT foi acusado pelo Vampiro Serra, o mentiroso. Claro que foi uma provocação, baseado na acusação de mercenários, de milícia armada, mas há uma questão nisso que pode e deve ser discutido, o aumento do uso de elementos pagos nas campanhas do PT nas grandes cidades.
A militância do PT existe, é óbvio, é o maior partido de centro-esquerda do Brasil e acredito que tenha um milhão de filiados e se deste milhão metade for de militantes diários é muita coisa. Juntos dos partidos da esquerda radical, que possuem aguerrida militância, não devem chegar a esta metade e de filiados.A questão é que começa no Rio e em São Paulo e acredito que na maioria das cidades do Brasil o uso pelo PT de funcionários de campanha, e isso aponta pra um problema.
O problema o uso de funcionários (Uso este termo pra diferenciá-los de militantes alertado pela @maria_fro) é que isto informa que o número de participantes diretos da campanha, organizados, orgânicos, reduziu-se e foi preciso a contratação de mão de obra para substitui-los. Não se discute aqui popularidade ou mesmo questões político-morais a respeito do certo ou errado desta utilização, mas a perda de atores cotidianos nos partidos.
A popularidade do PT e do governo que lidera é enorme, é óbvio e constatado, e ainda possui ex-filiados, simpatizantes e apoiadores diretos que se mobilizam em momentos necessários, mas estes atores não participam full time da vida do partido, em alguns momentos, mesmo numa campanha polarizada como essa, nem mesmo podem ou possuem estímulo de participar diretamente da campanha, levando ao partido em algumas cidades a usar funcionários temporários. O problema disso não está na acusação imbecil de formação de milícia, mas na percepção da redução de participação diária no partido, com o aumento da influencia dos setores burocratizados.
O apoio eleitoral não se traduz na participação orgânica, então o discurso de “Esquerda” a respeito do governo fica solto em retórica, pois a influencia direta na cosntuçõ do partido, guinando-o, à esquerda não acontece ou se busca acontecer pela redução da política à questão do apoio e da participação “na campanha”. Assim o apoio ao governo e ao partido fica assim, na superfície do discurso, ele não se traduz na disputa por diretórios, por programa, por influencia em governos,mandatos, etc.
A militância valorosa, e nervosa, do PT, tá aínda ai, menor, como a de todos os partidos de esquerda, mas ainda aí, o problema é que fora da burocracia ela é composta cada vez mais de gente que apoia, mas não está disputando  o partido e construindo-o, e essa gente é a que hoje pode dar sentido ao discurso que faz do PT uma opção real de esquerda e não a saída melhorzinha.
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Um comentário sobre “Militancia e apoiadores

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