No dia 21 deSetembrode2010haverá um debate entre partidos da esquerda radical puxado pelo Partido da Causa Operária (PCO) e com a participação do Partido Socialista dos Trabalhadores -Unificado (PSTU) e Partido Comunista Brasileiro (PCB) e seus candidatos à presidência da república: Rui Costa Pimenta, Zé Maria e Ivan Pinheiro. O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)  foi convidado, assim como seu candidato a presidente, Plínio de Arruda Sampaio,porém não enviará seu candidato e sim um representante por problemas de agenda já informados em carta aberta.
A questão é que esse debate aparece para parte da esquerda como uma “grande oportunidade de debate entre membros da esquerda radical rumo à unidade da esquerda”, e com isso Plínio de Arruda Sampaio e o PSOL aparecem como vilões, e nas palavras de dois ilibados membros participantes do debate como “frouxo ideológico”(Rui Costa Pimenta) e quem “Tá achando que tá na primeira divisão” (Ivan Pinheiro) , sem contar a linda cartinha do PSTU onde é diretamente colocado que “Só nos resta chegar à conclusão que a candidatura Plínio não quer “se misturar” com os demais candidatos da esquerda socialista. Não quer se ver associado também ao jornal que se coloca claramente no campo da esquerda e que é referência na cobertura dos movimentos sociais.”. Quer conferir? Clique aqui .
Diante dessa peça de ficção histérica que um debate que poderia ser interessante, e tomadas as colocações, tornou-se um conjunto de inciativas de incessante de ataques diretos ao PSOL e sua “posição contra-revolucionaria” que parece ser o alvo dos ilibados companheiros de lutas,gostaria de tentar perguntar algumas coisas que idem esclarecer não só este esforço pela unidade de esquerda como o interessante timing político dos companheiros:
  1.  Por que os debates que buscaram-se organizar no inicio da campanha foram solenemente ignorados pelos ilibados companheiros?
  2. Por que as buscas de debate a respeito da Frente de Esquerda foram solenemente ignorados pelos ilibados companheiros antes de iniciada a campanha? 
  3. Porque as “campanhas em separado com objetivo unitário” sugeridas pelo PCB e tentadas pelo PSOL foram ignoradas até o inicio do horário eleitoral e a conquista da participação dos debates das TVs pelo PSOL?
  4. Porque os debates em universidade no inicio da campanha com a presença de Plínio só tiveram participação, uma vez,do Ivan Pinheiro e Zè Maria mandou representante alegando problemas de agenda, tem peso menor que o do jornal Brasil de Fato no fim da campanha?
  5. Qual o esforço de unidade que o PCO fez  em sua história,fora esse convite específico pro debate?
  6. Qual o foco dos companheiros no fim da campanha, dado que suas chances de eleição de parlamentares é baixíssima?
  7.  Os companheiros ignoram o peso da eleição e reeleição dos parlamentares do PSOL na definição do papel deste para a esquerda radical?
  8. Os companheiros ignoram o peso da eleição e reeleição dos parlamentares do PSOL nas lutas da classe trabalhadora?
  9. Como partidos onde o candidato a presidente é representante do conjunto de políticas decididas coletivamente a presença de um representante do Partido torna a representatividade menor? Porque a presença específica do candidato a presidente é tão importante? Há um necessário personalismo no debate ou ele é para esmiuçar políticas de esquerda radical e debater posicionamentos? Será ele uma embate entre lideranças para a conquista de quadros?
  10. Pra terminar: Caso existisse uma mínima chance de eleiçãode representantes destes partidos para algum cargo, haveria este debate?
Posso responder? Simples: o Debate só ocorre porque o esforço de luta pela hegemonia dentro da esquerda radical fracassou pra esses partidos. Apostando que sem Heloisa Helena o PSOL, fragilizado pelas lutas internas, o PSOL não teria fôlego para suportar a eleição e teria pouco ou nenhum ganho organizativo foi mais importante para esta esquerda, inclusive infelizmente o PCB, priorizar a luta pela hegemonia dentro da esquerda radical,principalmente na juventude, do que priorizar uma semeadura de Frente de esquerda para além das eleições.Por isso os debate se atividades de início da campanha não eram importantes, havia um amplo espaço de disputa, dado que o PSOL iria priorizar as eleições de seus parlamentares.
Ledo Ivo engano,putada! o PSOL priorizou sim as eleição e reeleição de seus parlamentares, porém com atividades que buscavam ganho organizativo, inclusive por necessidades relativas às disputas internas. E, Pasmen! o Bom Velinho do “Twitter,my friends!” não foi uma mosca morta sem eco (Né, Zé Maria?) e conseguiu espaços, inclusive pra os demais partidos (Né, Zé Maria do SBT?), na midia. E o barulho chegou e com os debates conseguimos uma visiblidade que permitiu a um homem de partido,Plínio, inclusive divulgar nossas candidaturas parlamentares.
Aí, no fim da campanha,com tarefas e mais tarefas partidárias a levar a cabo, o PSOL recebe a notícia que os irmãozinhos sem midia iriam organizar um debate e que ele TERIA de ir,sob pena de ser chamado de bobo,feio e chato. 
Cês vão me desculpar, mas porque nenhuma atividade antes da reta final foi levada em conta e recebeu uma solene cagada de vossas direções? Agora meus negos? agora é momento de candidato ir pra rua, conquistar nossas reeleições e sim,ser tribuno do povo na câmaras e Assembleias.E é fundamental Plínio e Hamilton nas atividades. Um representante do PSOL  é suficiente para debater com os demais representantes de seus partidos em um debate voltado pro público da esquerda que já possui candidatos.Fora que mesmo com a moderação do respeitabilíssimo Brasil de fato é muito difícil que o debate não seja um paraíso da luta fratricida.
Omomento  do PSOL exige mais, exige que ocupemos as ruas e conquistemos a eleição de nossos parlamentares, que na câmara podem ser a voz das lutas da classe trabalhadora,é preciso ir pro mar e conquistar gente pro espectro da esquerda radical, pra selva caçar a esquerda perdida,e não pro aquário pescar que já está na nossa rede.
Não podemos abrir mão do Ivan Valente lutando contra as mudanças no código florestal ou do Marcelo Freixo lutando contra as milícias! Não podemos abrir mão do ganho da presença do Plínio nas campanhas em nome de um velho filme de disputa de vanguarda que no fim acaba no de sempre: Lutas internas pro sindicatos, CAs, DCEs e nenhum eco para fora do espectro da esquerda radical.
Tá na hora de sair do zoológico pra enfrentar um diálogo para além dos jargões, pra além das palavras de ordem,pra caçar em ambientes nem sempre confortáveis da luta democrática.
Talvez não estejamos na primeira divisão,mas pra sair da segundona é preciso ir pra campo,chorar no vestiário não ganha troféu.
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