A dimensão política da Internet ultrapassa obviamente a do avanço tecnológico e passa a ser um elemento cotidiano, “normal” da militância, que usa a ferramentas para legitimamente ampliar o alcance de suas campanhas eleitorais, informes de lutas,etc.
Claro que a política profissional também “cairia na rede” utilizando-a como auto-falante das costumeiras troca de boatos, denuncias vazias e disse-me disse, o que pega mal na Tv é largamente difundido pelos bit e bytes da grande rede. É briga de Espantalho do PSDB com Espantalho do PT, Spam pra lá, spam pra cá, e nós todos,lutadores que estamos além da guerra intestina entre Anastasia e Hélio Costa,membros da mesma elite,ou do Ex-Comunista Serra, e da Ex-Socialista Dilma, lados díspares do mesmo projeto de excelência do gerenciamento do capítal, pastamos respondendo, ampliando, ecoando, retuitando uma guerra eleitoral que fulaniza a política e ajuda fartamente a um jogo de capas pretas  nos mantendo a reboque de uma política discutida de cima pra baixo.
Enquanto isso, questões fundamentais passa ao largo do Túnel Filho da Cissa Guimarães desta disputa de confrades e crianças permanecem sendo mortas em CIEPS, O MST é investigado por CPI que o quer declarar terrorista, A legalização do Aborto é calada pela maioria dos candidatos a presidente e candidatos de esquerda são impedidos de participar das eleições pelo projeto Ficha limpa,patrocinado por parte da esquerda que prefere o moralismo à disputa política.
Prestamos atenção nos espantalhos e não vemos os corvos do Estado de Direita se lambuzando no nosso milho.
As lutas de Duque de Caxias contra o coronelismo moderno de Zito e Washington,a resistência do Hip Hop do Coletivo Lutarmada, novos Malês em ritmo e poesia, a resistência das ocupações de prédios abandonados no Rio em São Paulo,são omitidas enquanto Índios de Fraque citam as FARC chamam de terrorista a filha preferida do Rei Molusco. Nesse mundo onde Guerrilheiro virou ofensa, a ação de extermínio das polícias brasileiras, aplaudidas em cinemas, se amplia e o debate fica silencioso quando algum lutador questiona a política anti-drogas como álibi pra uma política de criminalização da pobreza, assumida pelo Governador Cabralzinho quando chamou as favelas de fábricas de bandidos, e todo mundo fala em copa 2014 e Olimpiada 2016.
O jogo das eleições é um bom momento pra se falar em política,mas para isso precisamos sair das ciladas que nos torna repetidores de Spammers,sejam eles os ogros destruidores de reputação da direita, ou nossos amigos que lutam e se perdem na empolgação da luta de bandeiras.É preciso que chamemos os Espantalhos pro papo reto e com o dedo na cara destilemos a lista de exigências para que os corvos sumam.
Só aí a política pára de ser uma revista Caras metida a séria.
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