Política, performance, Temer e eleições 2018

Laerte

 

Alexandre de Moraes e Serra serão responsáveis pela inviabilização de Temer. Serra pra fora, Moraes pra dentro.

A tática de Moraes de meter mais armas e menos inteligência não funciona, o país não é SP.

Serra é um incidente diplomático atrás do outro e Macri não tem interesse nenhum em ser parceiro de Temer se pode ser concorrente em acordos com Uruguai e até com a Venezuela.

Lembrem-se, Macri tem um país pra tocar e essa agenda é mais importante pra ele que manter Temer, que nem o próprio Brasil quer.

As chances de Bolzonaro são mínimas, e caem a cada dia.

As chances do PSDB idem, podem tentar inflar à vontade, ainda mais depois do apoio direto a Temer e vinculação por Anastasia do sucesso tucano ao sucesso de Temer.

Que alternativas da direita existem? Ciro Gomes e Marina Silva, isso mesmo.

Ciro Gomes virou o queridinho de parte da esquerda porque fez o óbvio, se colocou tanto contra o PT e sua corrupção (Foi além, fez o discurso que o PT “aparelhava o estado”) quanto denunciou o golpe parlamentar que removeu Dilma e de lambuja ainda atacou o PMDB como antro de ladrões.

Ciro ainda caminha no tênue fato que foi ministro de Lula e de FHC, paga de terceira via.

Marina já defendia o programa neoliberal em 2014, deve manter a defesa com críticas ao tamanho da austeridade de Temer.

Além disso, tem pautas liberais e ecocapitalistas apetecíveis pras classes médias urbanas abraço na Lagoa e política enquanto performance pra exibição de consciência política amestrada.

Marina é favorita,mas Ciro pode vir a crescer, ainda mais com as prováveis quedas de Aécio ou Alckmin e com Bolzonaro mantendo-se no teto clássico da extrema-direita brasileira (algo entre 4% e 10%).

O PT pode ter em Lula uma alternativa, tem enorme popularidade, que se mantém mesmo com todos os incidentes e o impeachment, e mesmo enfrentando uma enorme resistência de parte da população deve se beneficiar por mudanças de ideia de parte desta mesma população com o provável aumento do desgaste de Temer e seu pacote de destruição da CLT, SUS e uber austeridade pros pobres e aumento de benefícios aos ricos.

A política externa fanfarrona de Temer deve cobrar seus preços no comércio exterior, e a política de tiro, porrada de bomba de Moraes deve ampliar o já altíssimo grau de violência nas grandes cidades, onde as vítimas são em sua maioria pobre e preta.

Nesse cenário o PT deve retomar parte do apoio popular que perdeu, até porque todos os movimentos feitos pelo PT receberam apoio de boa parte da esquerda partidária e da esquerda ex-partidária independente que foi muito competente em brandir as bandeiras de golpe e “fora Temer” de forma acrítica e performática, ampliando a propaganda eleitoral antecipada pra o PT 2018.

Acrescente a esta receita a divisão entre a própria direita entre Bolsonaro, Aécio e até Temer, a atração de Marina, que deve atrair os liberais e sociais liberais com seu programa (Pode atrair até parte do petismo mais favorável ao neoliberalismo com tintas sociais) e temos um bom caldeirão pro PT ir bem nas eleições e disputá-las com Marina.

Neste quadro até sem Lula o PT tende a ir bem, inclusive porque perde a rejeição enorme que Lula tem por parte da população.

O PSOL depende demais do resultado das eleições municipais, sem um a dois prefeitos a tendência é ficar nos mesmos 2% de sempre.

Com a eleição de Freixo e/ou Luciana Genro ambos podem vir a ser candidatos, com Freixo sendo o mais popular e qualificado e podendo crescer nos flancos do PT e da REDE.

Erundina também é uma alternativa, se a filiação democrática do RAIZ permanecer.

Freixo pode ir além dos 2%,mas é uma incógnita que aceite, mesmo se for prefeito do Rio, porque depende demais de seus interesses imediatos mais que dos interesses do partido.

Luciana é mais partidária, digamos assim, que Freixo, mas tem menos punch e já foi candidata, e não tem exatamente enorme simpatia interna.

Erundina tem tudo pra ser uma candidata de fôlego e juntar o melhor de dois mundos, fazendo ainda ponte com o movimento raiz que pode ser uma alternativa de esquerda mais orgância que o PSOL e com ideias mais ou menos novas.

O problema é que até lá Temer, com Moraes e Serra, devem ter destruido CLT e SUS.

Apenas se a crise conseguir piorar e Temer se tornar um empecilho, e por isso vir a ser removido via TSE, podemos ter um 2017 menos caótico, porém é um cenário bem improvável.

Sem CLT e SUS, e todo o debate em torno de candidaturas e movimentos que vem sendo feito, aqui e na política cotidiana, com todos os atores da institucionalidade se movendo em torno das eleições pra presidente, a vida da população vai piorar muito.

Em um ano Temer pode ter o efeito de uma catátrofe natural pro país.

E as ruas estão vazias.

A maior parte dos movimentos de resistência que vem sendo feitos não são de membros de partidos e da maior parte da esquerda, empenhada em eleger vereadores e ampliar suas chances pra eleição pra presidente.

Só que o cerol não para, a câmara não para, as leis são votadas, os projetos encaminhados, as universidades públicas vão sendo inviabilizadas e a treva se aproxima.

O que vamos fazer até lá?

A direita e a esquerda desenham esse quadro que desenhei todo dia, várias vezes.

Analisa-se com detalhes as chances eleitorais de cada um, mas enquanto isso as pessoas morrem, ficam desempregadas, direitos caem e o que faz-se? Performance.

Direita e esquerda ignoram o real a seu redor e a construção de ferramental de leitura do real para transformá-lo, ou aprimorá-lo no caso dos defensores do status quo, mas focam todos os seus esforços na performance.

Não interessa debater a sério entre esquerda e direita a questão da exploração do trabalho.

Dane-se se a esquerda tem claro que o trabalho é explorado com apropriação de mais valia pelo patrão e a direita liberal tanto sabe que o trabalho é explorado que toda empresa e faculdade de administração tem o departamento e a discussão de Recursos Humanos.

Porque trabalho, gente, são recursos a serem explorados, mesmo pra direita liberal.

Claro que recursos humanos é um enfoque diferente do trabalho sendo explorado enquanto apropriação de mais valia, só que ambos os casos são enfoques diferentes a partir de suas matrizes ideológicas.

E o que direita e esquerda fazem com isso? Banalizam o debate, não se busca mais investigar as concepções de cada um para aprimorar percepções,mas vencer o debate, e ai morre o diálogo e nasce a performance retórica.

Construir o argumento de forma sofismática e espetacular é mais importante que construir um argumento com o estabelecimento de fundamentos firmes e fortes, letra a letra, frase a frase, percebendo uma centelha de realidade, revelando-a.

Vencer é mais importante que entender.

Claro que o diálogo colocado aqui não é o da mediação e do acordo, mas o do embate onde as teorias fluem e se tornam transformadoras.

Por essas e outras que direita e esquerda perderam o humanismo, abrem espaço pra novos fascismos e stalinismos e tornam-se cada vez mais hordas de imbecis performáticos incapazes de uma leitura mais complexa da realidade.

Quantos liberais se sentem representados por quaisquer candidatos da dita direita e quantos socialistas se percebem representados pela esquerda?

Qualquer ambientalista sério se esforça demais na construção de ilusões para ver-se em alguma candidatura, seja o ambientalista de direita ou esquerda, se for honesto consigo mesmo e analisar a agenda ecológica de cada um.

Porque a performance é substituta direta da política, e é prima-irmã da ascensão dos novos fascismos.

As fotos de Moro, o “Fora Temer”, o “Tchau Querida!”, a “Nova Política” a “Primavera Carioca!” são todos elementos de performance enquanto política, com mais imagens e sons que argumento.

Tudo é produto, tudo é marketing, tudo é a captação do espectro anímico da população e nenhuma ação de debate a sério sobre a sociedade e o que fazer com sua relação com o estado.

Os ministros agem, e agiam, como pantomimeiros. Cada declaração é uma frase feita, dane-se ao que e a quem atingem.

É Moraes e “Pesquisa-se demais, precisamos de mais armas!” e Serra chamando o embaixador do Uruguai às falas por uma acusação de corrupção feita contra ele mesmo (Big Stick versão SBT) de um lado e Dilma “Não fazemos propaganda de opção sexual!” de outro.

E são tantas emoções e outros exemplos que nem vos conto.

E as propostas para as cidades?

Zero de Tarifa Zero, nada de programa de erradicação dos combustíveis fósseis, nada sobre VLTs ou transportes limpos.

Nada de rever a produção de alimento a nível local reduzindo preços e pegadas de carbono.

Nada, nadinha de debate sobre conselhos municipais de governo, de orçamento participativo, nada.

O que há é uma cacetada de proposta vazia, mas boas de performance.

Uma delas é a de “maior participação popular” que gira em torno de plebiscito e formulação de leis, nenhuma proposta séria de construção de governo democrático via conselhos, ampliados e deliberativos.

Mas tá tudo bem, esquerda e direita estão nas performances, tá tudo teatralizado e programado pra emocionar.

Anarquistas e autonomistas nas ruas e nos debates chamam pras ações,mas provavelmente não são bem vindos nas casas legalistas do partidarismo equestre.

E CLT e SUS morrendo junto com as públicas.

Mas não desliguem, hoje tem espetáculo!

Eu eurocêntrico: Ou da crítica como álibi pro analfabetismo funcional

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A galera perde a mão na crítica por vezes por absoluto analfabetismo funcional.
 
Me chamaram de eurocêntrico porque cito num texto uma porrada de autores, entre eles Frantz Fanom e Ashata shakur (Martinicano e estadunidense, respectivamente), e colocava que era fundamental dialogar teoria com MCs,funk,etc, com a comunidade, porque é fundamental mesmo.
 
Em vários momentos, até nesse texto, coloco que a teoria e a ação ou são da periferia pro centro ou dançam.
 
Sim, as pessoas leram (Leram?) a citação aos autores e ignoraram o texto, e desconhecem parte deles.
 
Também citaria João José Reis e Eduardo Silva, como já citei várias vezes, ou Chalhoub,mas eles são historiadores que tem uma contribuição teórica menos simples de ser transferida pro debate político em si (Vá lá dá pra fazer isso com Negociação e Conflio,mas Thompsom já aborda a mesma coisa),mas preferi citar as fontes teóricas mais amplas e mais facilmente transferíveis pro debates (E fontes dos debates propostos pelos eutores citados ai).
 
E também ignoraram o alvo do texto pra dizer que “Não cito todas as variantes da esquerda”, óbvio, eu me dirigia a uma variante, o que eu chamo de Esquerda de Apartamento©, seria no mínimo anti-didático citar todas as variantes de esquerda NESTE texto.
 
As pessoas não me lêem, não me conhecem, não procuram saber, não interpretam nem um textão “lacrador” (como se referiram a meu texto), mas são ágeis no julgamento (agilidade nem sempre é qualidade).
 
Isso não é problema, seria se não incluissem uma acusação de racismo porque uso o termo “nego” uma vez no texto, termo esse que cresci usando e ouvindo no subúrbio do Rio sendo emitido por todas as cores.
“Nego”, “negozinho”, é uma terminologia comum do Méier em diante. É negativo? Nunca percebi desta forma ou fui alertado a respeito.
 
Se for eu não tenho problema nenhum em parar de usar, basta me informarem a respeito, a questão é julgar tudo pelo uso de um termo ou porque sequer conseguem prestar atenção no conteúdo de um texto, seu contexto (todo texto tem contexto perceptível nele mesmo, basta ler) ou a forma que se aborda.
 
Ter cuidado e crítica são fundamentais, especialmente pra alertar sobre racismo, misoginia e homofobia, p.ex.,mas complica se o uso da crítica vira outra coisa, algo como caça às bruxas e gincana do purismo.
 
Pra me conhecer basta clicar no nomezinho presente no perfil e procurar nas minhas postagens o racismo,a homofobia, a misoginia, procurar minhas abordagens.
 
Querer em todo texto uma citação à todas as variantes da esquerda é de foder. Ou o Facebook agora vai precisar ter nota de pé de página?
Até porque se a pessoa que leu, e tá na esquerda, não consegue entender que quando a gente aponta Esquerda Brasileira de Apartamento© (chamar de generalização algo que eu cito nome a nome seus participan tres ou referências deles é dose) aponta para uma determinada Esquerda Fora Temer©(Tá repetido isso no texto inclusive), ela tem problemas sérios.
Ou todo autor que critica a Esquerda é automaticamente posto na caixinha da direita?
 
Transformar todo um texto em racista porque se usa um termo que pode vir a ser racista, não sei se é, uma única vez dentro de um contexto específico nada racista?
 
Chamar alguém de Eurocêntrico porque não entendeu o texto (Ignorar um parágrafo inteiro e a nacionalidade de Frantz Fanom pra chamar o autor de eurocêntrico é de foder)?
 
Não dá.
 
E com todo respeito, quem utiliza a ferramenta da crítica pra agir dessa forma é reflexo enorme do que apontei no texto a que me refiro: Falta de formação.
 
Não porque a esquerda precise ter toda leitura do mundo, não,mas ela precisa saber ler, e saber ler não é o exercício automatista de ler um texto inteiro, mas é ler, entender, possuir ferramental pra ir além de entender, efetuar a crítica do que leu e formular dali pra frente.
 
E com todo respeito: a maior parte da esquerda não faz mais uma mísera linha de análise do real que não seja um amontoado de lugares comuns mal escritos, anarquistas inclusive.
A fundamentalidade da esquerda sim ter programa que ensine teoria grossa (Tem enorme material produzido fora da Europa, viu?) é cada dias maior.
Inclusive é óbvio que a esquerda precisa ensinar a ler, sim, a ler, a ler textos inteiros e textos complexos, atuando inclsive como reforço pra quem começa universidade.
 
E sim, isso é A Esquerda Brasileira©. Sim, é de Apartamento©.
A minoria da esquerda é popular.
A minoria da esquerda partidária e a extrema minoria da esquerda nao partidária, são populares, são feitas de gente pobre e preta das favelas e bairros pobres.
Nunca vi o PSOL em Oswaldo Cruz, nunca vi anarquista em Santa Cruz, organizado não.
Tem sim esquerda não partidária em barirros pobres, mas ela não representa a maioria destes bairro e nem aponta pra isso. E basta ler meus textos pra saber que mesmo assim louvo sempre que posso o trabalho dessa esquerda não partidária, que tenho o GEP como referência, o MOB, a FARJ, a FAG.
A minoria de anarquistas está nas organizações de luta cotidiana, a maioria tá na internet chamando o coleguinha de eurocêntrico sem entender texto.
A Esquerda Partidária tá tão Ciranda Cirandinha© que sai de Starbucks em Starbucks gritando Fora Temer, Fora Feliciano, Fora Cunha enquanto a direita cassa nossos direitos e nos caça nas ruas, especialmente mulheres,negros e lgbts.
 
As marchas antifascistas são em menor número e com menos gente dos que as confirmações nos eventos de Facebook.
 
Vão nas comunidades anarquistas, por exemplo, tem mais gente querendo determinar se tu é “anarquista evrdadeiro” do que gente querendo dialogar com teoria.
É mais fácil aparecer anarco sindicalista chamando confederalista libertário de “traidor do movimento porque Bookchin defendeu que anarquista vote” (A rapaziada não entende sequer o contexto dessa defesa dentro da realidade estadunidense) e dizer que árvore e índio que se organizem como os trabalhadores se organizam, do que gente afim de construir alguma coisa pra além da teatralidade do “ser de esquerda”.
Nessas comunidades a rapaziada se escandaliza mais quando um companheiro diz que a luta sobre a prostituição, a favor ou contra, é uma questão que diz respeito à mulheres, cis ou trans, no máximo também a homens, cis ou trans, envolvidos com prostituição e chama de “doutrinado” porque se defende algo que é BÁSICO: Feminismo é um debate que deve ser feito entre mulheres.
 
Não muito mais longe, entre autonomistas se transformou em moda dizer que anarquistas são exemplo perfeito de quem só vê o lado bom de sua forma de luta, jamais admitem fracassos, ou seja, somos novamente um mundo onde a luta virou competição, a meritocracia invadiu o sistema da esquerda,né?
 
E a esquerda partidária com “Fora Temer”?
Outra questão é “Professores são também de direita!” ou “E tem professores que são de esquerda apenas no discurso!”, sim queridos, também tem “Esquerda” que só é “esquerda” em rede social, mas o texto era claro: A esquerda tem trocentos professores e é incapaz de organizar formação em seus vários espaços.
 
Eu centrei fogo na Esquerda Fora Temer,mas não só ela comete isso, quantos de nós estuda para além da obrigação formal?
Jura mesmo que as trezentas comunidades anarquistas nas redes sociais são compostas de quem realmente assim se pensa, mas opta comodamente pra nunca se organizar entre anarquistas fora da bolha e não tem problema nisso? Tá.
 
Quantos de nós leu minimamente? Poucos, e não me venham com papo de “Existe a sabedoria das ruas e nem todo mundo sabe ler texto pesado”, porque é bulshit.
 
Por que é bobagem? Porque a sabedoria das ruas não perde porra nenhuma em ganhar a companhia de ferramental teórico da pesada, vão por mim.
E nem o intelectual perde porra nenhuma em dar ouvidos às ruas, e ser das ruas, a não ser que o “sábio das ruas” esteja impregnado de um anti-intelectualismo estéril e tão burro quanto o nojinho elitista do intelectual de apartamento.
 
Ninguém precisa gostar de funk pra ouvir funk e funkeiros, nem amar Chartier pra aprender com Chartier, ou Fanom, ou Shakur ou Bookchin…
 
Só que sim, precisamos ler, precisamos saber Bahktin, precisamos ler Ginzburg, precisamos saber Shakur, precisamos de Samora Machel (Foda-se se ele era stalinista!), precisamos dar mais atenção às categorias nativas, de quem produz teoria com rap.
E precisamos de Marx, engels, Trotski, Nakunin, Kropotkin, Malatesta…
 
Mas precisamos antes de mais nada acordar pra vida e parar de fazer causinho babaca porque precisa “lacrar” o outro.
 
Aliás, “textinho lacrador”? Meçam vocês por suas réguas, amigos, não a todos.
Nem todo mundo usa rede social pra fazer forfait ou tentando pagar de mais brabo que o colega de escola.
O “ser de esquerda” virou valorativo moral, rótulo qualitativo das pessoas, e não identidade política que se estabelece enquanto ação.
O “ser de esquerda” virou uma versão menos ativa que o “ser vegano”, é sociedade do espetáculo, é representação, é teatralidade estéril.
Pois é, enquanto isso seguimos sem formação, com poucos de nós voltados pra entender mais e mais dor eal, dialogar amplamente com tudo e todos que permitam-se ao diálogo transformador seremos essa merdinha isolada, purista, burra, tosca e limitada.
 
Porque é sempre mais fácil atuar como grilo falante de mal humor que propor qualquer porra.
 
A crítica, arma da transformação, quando vira álibi, torna-se inerme.
 

Pokemon Go: O luddismo da vez da Esquerda Starbucks

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A esquerda e a rapaziada moderna antenadíssima na construção de uma identidade “socialista” ou “civilizada” toda trabalhada no elitismo agora redescobriu o luddismo com Pokemon GO.

A quantidade de bobagem escrita em torno disso remonta o charmoso Festival de Besteira que Assola o País,O FEBEAPÀ de Stanislaw Ponte Preta (a fina flor dos Ponte Preta) e faz qualquer idiota de esquina de bairro parecer o Einstein.

Por que Luddismo? Porque as pessoas não lidam com a tecnologia a problematizando, criticando, entendendo avanços e recuos, apelam pra tática do espantalho embalada em frases feitas tiradas de grandes pensadores e embarcam no combate à técnica , a cada novidade técnica, ignorando o processo de exploração em si e toda dinâmica política a ser combatida.

A esquerda lida com a tencologia apenas com repúdio, não como análise, com sua utilização pra melhorar a democratização do debate, a expansão das informações, a horizontalização das decisões.

A galera para de problematizar o avanço da gentrificação nas grandes cidades, o genocídio da raça negra nas grandes cidades, a matança de índios, o Escola sem Partido, o avanço na caça aos direitos trabalhistas, com a ameaça de sua revogação, e tudo isso pra encher o saco de quem usa um game que coloca nas ruas seus jogadores.

Detalhe, problematizam um game,mas não ligam de ir na padaria de carro gastando combustíveis fósseis, ou manter uma dieta de carne e grãos absolutamente insustentável, ou trabalhar com a ideia de transformação do modelo de exploração da produção alimentícia que não seja construtor da ampliação do aquecimento global.

Tomando posição (Numa das coisas mais imbecis de ser tomada posição possível): Pokemon Go é um game, um puta game, um game que revolucina a concepção de game e o faz ser interativo com o cotidiano, com a urbe, com as ruas, provocador de contradições e tensões, provocador de motivações e mudanças. Nisso e em si só tá fodástico e fodão.

O game, como todo aplicativo, rede social ou apenas as câmeras e microfones de todos os equipamentos eletrônicos ativos e em funcionamento (às vezes nem isso) pega dados dos usuários. Esse é o lado negativo, da vida cotidiana contemporânea, ou seja, parem de babaquice!

A vigilância não depende sequer de sua autorização para usar seus dados, recolhê-los,etc.

E tola arrogância a de achar que ao não usar nenhum aplicativo você não tem seu endereço e espaço interno de casa mapeado.

Procurem conhecimento, procurem saber do Echelon,etc. Leiam mais e melhor,comecem a pensar, raciocinem.

E de bouas, de boaça, se tu só perdeu a fé na humandiade por causa de Pokemon GO eu te colocaria no nível mais alto do pódio de estupidez da humanidade.

Porque se pra ti um game é o que te faz perder a fé na humanidade, e não o uso de transportes movidos a combustíveis fósseis que tendem a provocar a extinção da vida humana na terra num prazo de até 200 anos teu nível de estupidez é gigantesco.

E não me venha dizer que não tem informação e que não sabe disso em um mundo onde as informações estão ao alcance da mão e matérias sobre aquecimento global rolam até na Globo.

E não me venham com a teoria paranóica de que a CIA usa os dados recolhidos via Pokemon GO, porque se tu não tava em Júpiter nos últimos dez anos e leu algo de Snowden e Chelsea Manning você deve ter alguma ideia de que se o Putin é vigiado não deve star fáceo pra ninguém.

E seguem charges colocando Pikachu em selas no pescoço de usuários, seguem textos supostamente densos problematizando Pokemon usando Marx e Foucault, o que é em si um puta gasto de teoria pra usar mal, e por aí vai.

Isso tem nome: Elitismo iluminista, luddismo zé. Típico aliás, da Esquerda Ciranda Cirandinha©.

Nesse mesmo período morrem um LGBT e/ou Trans a cada 24 horas, uma mulher é estuprada a cada 48 horas, é bem possível que o conteúdo de história vá pro caralho no ensino fundamental e médio, Dilma deve ter seu impeachment confirmado, são enormes as chances das CLT morrerem e o estatuto do funcionário público ir junto e você não tá fazendo porra nenhuma pra mudar isso reclamando de tecnologia como quem queima tecelagem a vapor no século XIX.

O lado bom disso tudo é que deixa claro que pra parte da comunidade da “inteligentsia”, e não só brasileira, a performance enquanto indignação é mais eficiente que a ação direta transformativa.

Por isso que black bloc, pneu queimado na rua,etc, são mais importantes de serem repudiados que partidos se tornarem linha auxiliar da burguesia na naturalização da institucionalidade enquanto único caminho pras transformações do mundo.

Por isso Pokemon Go é assunto do momento pra esquerda que “problematiza” as coisas, porque a performance precisa de audiência. E o que dá audiência? A crítica ao hype.

Pokemon GO sendo transformado no capeta do momento é a versão dessa semana do “Fora Temer” no Starbucks, uma perfomance pseudo politizada que no fundo é apenas rebeldia coca-cola sendo superestimada enquanto ferramenta transformativa, e que só alegra e torna felizes os egolatrismos contemporâneos que são figuras de nossos tempos, como Pokemon GO.

Essa mesma esquerda que repudia o pós-modernismo o abraça em um dos seus elementos principais:  A política enquanto parte da sociedade do espetáculo.

Essa representação da rebeldia e da ação revolucionária enquanto performance é uma ação política com menos peso que a performance agressiva e não violenta da quebra de vidraça de banco enquanto símbolo do capitalismo.

A segunda ao menos tem um fundamento político com longa tradiçãoe uma representação mais efetiva: é possível destruir símbolos de um sistema, por que não destruir o sistema?

Podemos analisar as novas tecnologias, as mudanças, as transformações de várias formas, o medo é uma, mas o medo paralisa. O que não é nenhuma novidade pra uma esquerda paralisada pelo mofo de uma burocratização que vai além de suas organizações,mas penetra suas teorias, seus esquematismos verbais e supostamente teóricos que não saem do medo da irrelevância enquanto os cães permanecem ladrando e a caravana passando.

Sobre não dar descanso a Temer, as diferenças, distinções e imobilidade eleitoreira

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Quando Dilma sofreu o impeachment na câmara parte da esquerda partidária e de movimentos sociais declarou que não daria um segundo de paz a Temer.

Pois é, mas deu.

Deu inclusive mais que um segundo em paz, deu dias, semanas, meses.

Manifestações até ocorrem, mas pingadas, poucas e pouco representativas.

Ações, como as que ocuparam o MinC, foram pouquíssimas e pararam há semanas, mesmo obtendo vitórias diante deste governo apalermado, ilegítimo e fraco.

E o governo ilegítimo prossegue com suas ameaças asneiras não só à classe trabalhadora, mas à democracia, ao bom senso, ao futuro da produção científica e à educação laica e de qualidade.

Mas a esquerda partidária prossegue sem tirar a paz de Temer, a não ser que entenda que tirar a paz seja xingar muito no Twitter.

Nesse meio tempo a esquerda partidária redescobriu o PMDB vilão de desenho animado, mesmo que o PT, que se aliou ao PMDB feliz em 2010, tivesse se construído denunciando o PMDB coo parte da direita coronelista brasileira desde seu nascimento nos anos 1980.

Todo santo dia parte dessa esquerda chora lágrimas de esguicho porque Cunha, Temer, etc são “ladrões” e “golpistas”, chega a ser meigo, doce e dramático, mas tem a função social do furúnculo na bunda como processo civilizador, com a devida vênia pela utilização terminológica.

Enquanto isso se não fosse índios, padres e bichas, negros e mulheres e adolescentes fazendo o carnaval à revelia da política institucional poderíamos dizer que a esquerda morreu enforcada nas tripas do último burocrata.

Sim, não há esquerda nas ruas, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê.

Tá, vá lá. Não sejamos injustos!
Profissionais estão em greve em vários estados, especialmente professores, e especialmente no Rio e RS, mas a vida da esquerda é mais que greve, por enorme importância que elas tenham.

E a vida política das greves é mais que elas mesmas e suas categorias.

Nem às greves o apoio coletivo da esquerda, o enorme peso necessário pra disputa hegemônica e contra hegemônica das consciências, a gente vê com a ênfase necessária.

Greve Geral? Sonha!

Vemos sim a esquerda tartamudear lamentos grandiloquentes sobre a maldade do mundo contemporâneo gritando o inócuo e babaquara grito “Primeiramente Fora Temer”.

Como se essa fraseologia amestrada fosse um abracadabra da libertação dos cães capetóides da revolução pra cima da direita, que ri, de lacrimejar na gravata, dessa bobagem.

A esquerda partidária definitivamente abraçou a teleologia da revolução enquanto evento escatológico e apocalíptico.

Sua religiosidade “racional”, seus mantras, signos, sinais, santos e demônios travestido de figuras públicas e burguesia, e segue na procissão candente dos ignaros rumo ao nada.

Tem avanço fascista que mata alunos da UFRJ, amplia crimes de ódio, ameaça professores, ganha DCEs, apoia bolsonaros, etc?

Lutaremos contra isso, mas vamos tentar canonizar nosso santo da vez elegendo-o prefeito primeiro?

E às diferenças e distinções entre nós da esquerda, como são tratadas? Com a velha e boa desqualificação dos que não são convertidos à fé dos mosteiros vermelhos de São Lênin, São Marx, São Trotski e Reverendo Stálin, na borrachada.

A nova é o racha do PSTU provocando grandiloquentes debates sobre a razão ou desrazão de gente adulto optar por tomar outro caminho organizativo.
Como se isso fosse sequer da conta coletiva ou elemento fundamental de qualquer mudança dramática na conjuntura ou tivesse efeito daninho à organização política coletiva.

Sim, a esquerda partidária ainda se ressente de gente adulta definindo que não quer mais fazer parte de grupo A e se deslocando pra fazer parte de grupo B ou vender sua arte na praia.

Como se o cara ao migrar sua militância pra anarquia ou sair do partido A pra fundar outro ou ir pro B, ou mudando seu nome pra Chupeta de Baleia e fazer performances acrobáticas na praça XV mudasse um cacete de elemento prático na conjuntura e tornasse a vida coletiva mais ou menos dura no enfrentamento político contra a direita.

Mas reparem que a cada racha ou a cada crítica soltam-se as balalaicas argumentativas dos xóvens do mosteiro vermelho falando da necessidade de “um partido da classe”.

Vejam bem, não falam da necessidade da classe trabalhadora se organizar ao máximo, mas dela ter “um partido”, reparem no numeral “um”, isso mesmo, apenas um, unzinho.

E as diferenças, as dissonâncias, a diversidade, as distinções? Fodam-se elas, só pode existir um.

Tá certo que parte boa da esquerda de hoje cresceu com Highlander no imaginário, mas desde os anos 1960 ao menos temos elementos teóricos pra discutir essa obsessão pela uniformidade na esquerda que dão um novo gás à nossa própria percepção do mundo e rediscutem a obsessão marxista-leninista pelo partido único, centralizadaço, supostamente democrático, não?

A diversidade, as distinções, as diferenças produzem mais diversidade, mais distinções e mais diferenças, e isso tá longe de ser negativo diante da óbvia complexidade da composição da realidade e das classes operárias, dos mundos e fundos que são feitos de gente que luta, se organiza, sobrevive, produz suas próprias pautas e lutas.

E o que isso tem a ver com dar descanso a Temer?

Tudo.

Até porque enquanto a esquerda partidária ignora o mundo externo a ela e o aumento dos crimes de ódio, da sanha bolsonarísta de se impor na porrada sobre mulheres, negros, LGBT, a coletividade transformadora da esquerda não partidária tá por ai enfrentando essa direita sem precisar gritar “Primeiramente Fora Temer”.

E segue a esquerda ignorando essas lutas, tratando-as como “problematização que desvia o foco da luta de classes”, atacando mulheres, atacando indígenas, atacando LGBT que gritam, em grandiloquente razão, sua fome de mudanças e conseguem cercear a direita, emparedar a direita, tornar a vida da direita um inferno enquanto a esquerda partidária agenda uma nova apresentação do Papai Noel de Montevidéu numa tour inútil de louvação tosca a figuras públicas burocratizadas, mas pop.

Ou isso ou lendo um Stalinista pop como Zizek falar bobagens reaças, mas de esquerda, enquanto Temer agenda matar a CLT a pauladas.

Vão esperar perder direitos pra agir? Não é a lição que secundaristas, índios, LGBT e mulheres estão dando.

Mas uma esquerda que ainda acha que só há um caminho pra transformação, e portanto um tipo de conhecimento supostamente racional e organizado pra compreender a realidade, consegue aprender algo que fuja do adestramento?

Difícil.

Sobre o massacre em Orlando

FARJ

Reafirmamos nossa solidariedade aos parentes das vítimas do massacre homofóbico em Orlando (EUA), que teve como alvo a população LGBTTT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) e deixou mais de 50 mortos e dezenas de feridos. Cabe reafirmar que no dia do massacre, o clube Pulse, frequentado pela comunidade latina norte-americana, receberia uma show de performance trans. Mescla-se aí um ódio contra os setores mais oprimidos da sociedade.

Esse massacre é fruto de setores conservadores internacionais que vem cada vez mais se reafirmando, com a atuação de determinados grupos religiosos, organizações de extrema-direita, lideranças políticas e algumas camadas da população. Na mesma semana em que ocorreu o massacre dois professores foram mortos e carbonizados na cidade em Santaluz (Bahia) por motivação homofóbica. Essas barbáries demonstram como a população LGBTTT vive insegura diante essa conjuntura. Para se ter ideia, o Brasil é o país onde mai se mata LGBTTT’s no mundo. Não houve…

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Sobre o Brexit

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Há dias leio aqui e ali coisas sobre o Brexit, em geral comentários soltos, posições políticas da esquerda, dos jornais, relatos produzidos nas redes sociais por quem analisa a questão in loco,etc.

Preferi não ler enormes análises lotadas de dados e tentar responder menos e perguntar mais.

O motivo dessa opção é porque muitas percepções a respeito do Brexit, ou de qualquer grande fenômeno social, tendem há tempos a virem impregnadas de mecanicismos de direita, esquerda ou até mesmo anarquistas.

Um deles é o que coloca que a saída da Grã Bretanha da União europeia seria um meio de se livrar da Troika, o que me assusta um pouco tendo em vista a construção ideológica da austeridade para além de organismos e Estados A, B ou C.

A Grã Bretanha inclusive foi uma das criadoras da esquerda que segue o receituário neoliberal e da austeridade a partir do New labour de Tony Blair, que se espalhou como pólvora acesa Europa afora, esquerda afora.

E esse é uma das questões que escolhi colocar: a saída da União Europeia resolve o problema da austeridade? Se sim, como resolve?

Sinceramente do que eu vi não há a menor chance da resposta ser sim, ainda mais com uma análise melhor de quem lucrou com a saída sob o ponto de vista político.

Do Britain First a Le Pen, boa parte dos grupos ultra conservadores europeus comemoraram tanto quanto a esquerda radical. Claro que sob perspectivas diferentes.

Os ultra conservadores comemoraram a partir da perspectiva do combate à imigração e fomento ao discurso nacionalista com tinturas fascistas.

A esquerda radical comemorou a partir da percepção do enfraquecimento da Troika, da possibilidade real de libertação nacional por parte de Escócia, Irlanda e Gales dentro da Grã Bretanha,mas também com a abertura de meios para que coletivamente países devastados pela Troika ganhassem um bom álibi para saírem também do âmbito da União Europeia, como Portugal, Espanha, Grécia e Itália.

É até interessante a perspectiva da esquerda radical,mas o que há além de perspectiva?

Porque o discurso ultraconservador me parece que tem um grande trunfo na conquista da hegemonia político-cultural no Reino Unido, e não só, se é que já não é o grande vencedor desta batalha.

Há um real processo de organização pela esquerda radical nos países europeus, e no próprio Reino Unido, que garanta uma vitória dessa perspectiva de esquerda?

Outra coisa, a esquerda europeia fez um brutal esforço nos últimos anos pra se organizar de forma a produzir na União Europeia um cenário de avanço coletivo para enfraquecer a Troika por dentro, esse esforço de PODEMOS, Syriza e Bloco de Esquerda de Portugal foi, e é, inútil?

E como está a organização popular para além dos partidos e das academias?

O avanço conservador europeu é de conhecimento tácito, a perseguição às organizações orgânicas populares idem, o sentimento anti-intelectual também, onde está o avanço de uma perspectiva que não seja alimentadora do ultra conservadorismo praticamente fascista?

Grupamentos autonomistas e anarquistas vem há anos sendo perseguidos pelos Estados Europeus, com a anuência ou omissão de boa parte da esquerda partidária, mesmo antes de uma guinada ultra conservadora, como será a partir de agora?

E com relação aos imigrantes, grande alvo deste plebiscito, e provavelmente dos que se seguirão?

E os resultados econômicos imediatos? E as formas de reversão econômica para os países que saem da União europeia, foram pensadas, estão sendo pensadas para além do discurso de comemoração?

Que a UE era, e é, uma ferramenta de opressão burguesa em larga escala à classe trabalhadora a gente sabe, mas sair dela desarma essa ferramenta, e suas sucursais nacionais? É pra se comemorar quando o discurso mais ouvido não é o da esquerda?

E com o avanço do nacionalismo enquanto eixo discursivo e cultural na Europa, como ficam as ideologias de cunho explicitamente internacionalista como socialistas e anarquistas?

Pra se derrubar a Troika o que mais se derrubou?

O eco que se ouve é o de uma esquerda que comemora um processo ideal a partir de um evento que pode ter múltiplos resultados, inclusive o que a condena.

De Dentro da Tempestade – Comunicado do EZLN

FARJ

Comunicado Conjunto do Congresso Nacional Indígena e o EZLN sobre o covarde ataque policial contra a Coordenação Nacional de Trabalhadores da Educação e a comunidade indígena de Nochixtlán, Oaxaca.

20 de junho de 2016

Ao Povo do México.
Aos povos do Mundo:

Diante do covarde ataque repressivo que sofreram os professores, professoras e a comunidade em Nochixtlán, Oaxaca, com o qual o Estdo Mexicano nos lembra que isso é uma guerra contra todos e todas, os povos, nações e tribos que integram o Congresso Nacional Indígena e o Exército Zapatista de Libertação Nacional dizemos aos educadores que não estão sozinhos, que sabemos a razão e a verdade estão do seu lado, que a dignidade coletiva com a qual fazem sua resistência é inquebrável e esse é a principal arma dos de baixo que somos.

Repudiamos a escalada repressiva com a qual pretendem impor em todo o país a reforma neoliberal…

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